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	<title>Arquivos mobi - Missão Mulheres do Agro</title>
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	<description>por Andrea Cordeiro</description>
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		<title>Mulheres ganham espaço na agropecuária, mas são apenas 19% dos produtores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 12:35:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Editoria: Séries Especiais &#124; Umberlândia Cabral e Vivian Barbosa Carmen Perez é uma das 946,1 mil mulheres à frente de estabelecimentos agropecuários &#8211; Foto: Leandro Bazan Aos 22 anos, Carmen Perez assumiu a direção de uma fazenda em Barra do Garças, município no interior do Mato Grosso. Criada em São Paulo, Carmen passou boa parte da infância frequentando [&#8230;]</p>
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<p class="metadados metadados--single">Editoria: Séries Especiais <b>| Umberlândia Cabral e Vivian Barbosa</b></p>
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<p>Aos 22 anos, Carmen Perez assumiu a direção de uma fazenda em Barra do Garças, município no interior do Mato Grosso. Criada em São Paulo, Carmen passou boa parte da infância frequentando a fazenda do avô que, no fim da vida, passou a propriedade para o nome dos filhos. Diante da intenção de venda da propriedade por parte da família, a jovem resolveu aprender a administrar a fazenda e nunca mais saiu de lá. Hoje com 4 mil hectares e 2,8 mil cabeças de gado, a fazenda Orvalho das Flores se destaca por ter implementado práticas de bem-estar animal.</p>
<p>Carmen faz parte de uma minoria que cresceu nos últimos anos: a de mulheres dirigindo um estabelecimento agropecuário. De acordo com o último Censo Agro, divulgado em outubro (25), são 946,1 mil mulheres que trabalham como produtoras, o que representa 19% do total, superando os 13% registrados em 2006. “Acho que estava tão obstinada em assumir a direção e conhecer o negócio, que não considerei o fato de eu ser mulher como um limitador. Sempre tentei usar isso como uma forma de parceria, da visão masculina com a feminina, que são visões muito diferentes e quando se unem existe um complemento”, declara a pecuarista.</p>
<p>Entre 2017 e 2018, Carmen foi presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio, uma entidade que nasceu a partir da necessidade das mulheres do setor se reunirem para compartilhar a experiência na gestão. “Era um universo muito masculino mesmo, então elas resolveram criar o núcleo, que foi aumentando. Fazemos nove reuniões anuais de forma presencial. É um grupo para gestoras, para pessoas que realmente estão à frente do negócio”, afirma. Em 2019, por exemplo, o grupo de mulheres fez uma visita técnica a Israel para conhecer novas tecnologias.</p>
<p><strong>União na agricultura</strong></p>
<p>A aproximadamente 1.100 quilômetros de distância da fazenda de Carmen, a mineira Dayany de Assis administra meio hectare de terra com plantação de café orgânico. Quando criança, Dayany passava as férias no sítio dos avós e, mais tarde, começou a trabalhar na lavoura deles. Mas foi há 11 anos, quando se casou, que ela resolveu assumir a agricultura como profissão. “Meu marido tinha um hectare e meio de terra, com plantação de café convencional. Eu comecei a trabalhar junto com ele e depois conheci o grupo de mulheres produtoras de café orgânico e me identifiquei muito”, relata a produtora, que comprou um pedaço de terra para realizar o sonho de plantar café orgânico.</p>
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<p>O grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (Mobi), do qual Dayany é coordenadora hoje, nasceu com o objetivo de dar voz às mulheres na Cooperativa de Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam). A história do grupo mistura-se a de suas integrantes desde o seu início, em 2006.</p>
<p>Uma delas é a de Dona Maria, que ficou viúva e não tinha direito ao voto nas decisões da cooperativa. “Ela era a única mulher na fila para votar e não tinha direito ao voto porque a cota era no nome do marido dela. Foi uma situação muito difícil. A partir daí o grupo foi se fortalecendo e foi fazendo mutirão na casa dela para colher o café. Foi criando mais força, mais resistência”, relata Dayany. Atualmente todas as mulheres que são cooperadas na Coopfam têm direito de votar.</p>
<p>“Nós mulheres sentimos a necessidade de nos organizar, de ter direito a voz na nossa cooperativa. Desde o início era evidente que a gente precisava se organizar porque a gente não tinha direito a voto. Cada voto é por cota e essa cota ficava no nome dos maridos. O nosso espaço de fala não era respeitado. Senti a necessidade de nós mulheres ocuparmos nossos espaços e de aumentar nosso nível de conhecimento para ter como responder ao machismo”, declara Rosângela Paiva, uma das fundadoras do grupo.</p>
<p>Nascida e criada na zona rural de Minas Gerais, Rosângela hoje tem como principal fonte de rendimento a produção de tomates orgânicos. Ela também faz parte de outro perfil de produtora: a que compartilha a direção do estabelecimento com o marido.</p>
<p>O Censo Agro 2017 pesquisou pela primeira vez o compartilhamento de direção nos estabelecimentos. São 1.029.640 estabelecimentos compartilhados pelo casal, o que representa 20% do total, sendo 817 mil mulheres dividindo a direção com o cônjuge. “Então além da mulher ter aumentado na direção diretamente, agora ela aparece também na direção compartilhada”, explica o gerente técnico do Censo Agropecuário, Antonio Carlos Florido.</p>
<p><strong>Empreendedorismo no campo</strong></p>
<p>A Bahia é o estado com o maior número de mulheres que assumiram a direção de um estabelecimento agropecuário. Elaine dos Santos é uma das 303,7 mil mulheres que estão à frente do trabalho no campo no estado, número que considera produtoras que compartilham a direção com o cônjuge ou não. Desde os 17 anos, ela trabalha como agricultora na região de Valença, município litorâneo a 124 km da capital baiana.</p>
<h6><a href="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-5716" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa.jpg" alt="" width="669" height="450" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa.jpg 669w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-300x202.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-76x50.jpg 76w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-123x82.jpg 123w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-83x55.jpg 83w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-125x83.jpg 125w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Foto_VivianBarbosa-264x178.jpg 264w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" /></a></h6>
<p>Elaine dos Santos cultiva café, banana e mandioca em uma área de seis hectares &#8211; Foto: Vivian Barbosa/Agência IBGE Notícias</p>
<p>Hoje com 27 anos, Elaine cultiva café, banana e mandioca em uma área de seis hectares. “Dedico-me à minha propriedade. Hoje minha fonte de renda é exclusiva da agricultura”, declara a produtora que, ao aplicar novas técnicas no estabelecimento, conseguiu aumentar a produtividade: passou de nove toneladas de mandioca por hectare para 30 toneladas utilizando a mesma área.</p>
<p>“Desde pequena sou apaixonada pela agricultura. Meus pais são agricultores, e isso ajudou a fortalecer ainda mais esse vínculo com o campo. Fui ganhando respeito e conquistando meu espaço, mostrando que nós mulheres somos capazes, sim, de cuidar dos afazeres da roça, vencendo o preconceito”, defende.</p>
</div>
<p><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/26281-mulheres-ganham-espaco-na-agropecuaria-mas-sao-apenas-19-dos-produtores">Fonte: IBGE</a></p>
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