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	<title>Arquivos historias-inspiradoras - Missão Mulheres do Agro</title>
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	<description>por Andrea Cordeiro</description>
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		<title>Mara Motter &#8211; Histórias Inspiradoras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 12:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Inspiradoras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meu nome é Mara Motter. Aos 16 anos interrompi meus estudos em função de uma gravidez precoce. Na Festa de aniversário de 3 anos da minha filha, meu pai sofreu uma convulsão muito forte, ficando meia hora desacordado. Foi tudo muito de repente, não sabíamos do que se tratava. Logo buscamos exames e veio o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-9195" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-1-1024x768.jpeg" alt="" width="425" height="319" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-1-1024x768.jpeg 1024w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-1-300x225.jpeg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-1-768x576.jpeg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 425px) 100vw, 425px" />Meu nome é Mara Motter.</p>
<p>Aos 16 anos interrompi meus estudos em função de uma gravidez precoce.</p>
<p>Na Festa de aniversário de 3 anos da minha filha, meu pai sofreu uma convulsão muito forte, ficando meia hora desacordado.<br />
Foi tudo muito de repente, não sabíamos do que se tratava. Logo buscamos exames e veio o diagnóstico: tumor cerebral;  ele tinha que ser submetido a uma cirurgia. Afastou-se dos negócios e das lavouras.</p>
<p>Meu marido e eu, com 19 anos, passamos a administrar tudo, mesmo que o conhecimento na área fosse pouco. Seguimos com muitos tombos e tropeços, meu marido no operacional e eu no administrativo. Minha mãe me ajudou, sempre muito atenciosa com minha filha.</p>
<p>Eu sempre cuidei de cada real pois não foi fácil. Meu pai passou por duas cirurgias, porém ainda sofria muitas convulsões; foi uma época bem complicada, mas nos unimos muito com tudo isso. Eu e meu marido sempre seguimos fortes e dedicados ao trabalho em conjunto com nossos safristas e meu pai, mesmo com todos os problemas de saúde, nos orientava.</p>
<p>Retomei meus estudos e concluí o ensino médio, fiz vários cursos e também me formei em Processos Gerenciais (o tempo era muito corrido, mas consegui) e sempre que possível participo de palestras e dias técnicos, isso me ajuda muito.</p>
<p>Porém o divisor de águas foi em 2019, quando recebi um Convite para o Protagonistas do Campo em MG. Foi desafiador pra mim, que nunca tinha andado de avião e ir tão distante&#8230; Nesse ano meu segundo filho estava com 3 aninhos. Enfim, confiei e parti.<br />
Foram dias de muito aprendizado, encontrei muitas mulheres que servem de inspiração pra mim aqui na nossa região. Anteriormente meio que me envergonhava em atuar no Agronegócio, pois eu era a única mulher que estava frente aos negócios ligados à Agricultura, mas voltei justamente com essa vontade de unir mais mulheres.</p>
<p>Antes do Protagonistas do Campo eu fazia somente a parte da Administração do nosso negócio, porém decidi que teria que mudar e parti para as lavouras. Comecei a acompanhar a primeira área que estava sendo implantada com milho e não parei mais, acompanho toda a formação das lavouras: manejo, plantio, aplicações e colheita. Além das lavouras também atuamos com uma granja de suínos, terminação e gado de corte (atuar na pecuária era um sonho meu).</p>
<p>Tivemos muito sucesso e em 12 anos que gerencio nossa propriedade (batizada por mim de Granja Motter &amp; Cia.) aumentamos nossas áreas de plantio em 160% (algumas próprias e outras em parceria) e adquirimos novas máquinas mais eficientes; tenho muito orgulho em falar isso porque sei o quanto sofrido foi pra conseguir.</p>
<p>No comecinho desse ano criei o Grupo Unidas Pelo Agro (são mulheres engajadas) e que atuam no meio Agro com Lavoura &#8211; Pecuária  Leiteira , Corte &#8211; Suinocultura , Avicultura e Hortifruti. Foram encontros inesperados na mecânica onde entregamos grãos, na loja de peças, enfim, Deus colocou uma a uma no meu caminho. Participamos juntas de palestras, dias técnicos e cursos. Hoje posso dizer que a união faz toda a diferença. Juntas vamos mais longe.<img decoding="async" class=" wp-image-9196 alignright" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-768x1024.jpeg" alt="" width="290" height="387" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-768x1024.jpeg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59-225x300.jpeg 225w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-11-at-11.34.59.jpeg 960w" sizes="(max-width: 290px) 100vw, 290px" /></p>
<p>Em 2019 já havia feito a minha inscrição para o Prêmio Mulheres do Agro, mas não era  pra ser.<br />
Meu ano é 2020.<br />
Ser Vencedora do Prêmio Mulheres do Agro 1º lugar na categoria Pequena Propriedade é uma responsabilidade imensa. Já nos preocupamos com a sustentabilidade, em fazer bem feito, em cuidar da terra. Mas agora mais do que nunca a responsabilidade aumenta pois creio que vou servir de inspiração para muitas, pois nossa região tem terras mais dobradas e não são de grande extensão.<br />
Eu sou a prova de que quando se quer e se batalha a gente consegue, mesmo tendo muitos que não acreditam. Deus coloca as pessoas certas para te darem a mão.</p>
<p>Hoje tenho muito orgulho da pessoa que me tornei, pois administro nosso negócio. Vou pra lavoura e tenho o maior orgulho em dirigir trator, operar máquinas e atuar de perto na formação das lavouras. E ter meu grupo para nos fortificar ainda mais, porque o Agronegócio também é de Mulher.</p>
<p>O Grupo também está inspirando as filhas das participantes do Grupo, isso não  tem preço, é maravilhoso.</p>
<h2><em>Mara Motter</em></h2>
<p>Instagram: @maramotter0610</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Denise Saueressig &#8211; Histórias Inspiradoras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2020 19:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Inspiradoras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Costumo dizer que não escolhi o agro, mas sim, que o agro me escolheu. Quando terminei a faculdade de jornalismo, no início de 2001, na PUCRS, apenas sabia que gostaria de trabalhar escrevendo. Quis a vida que o meu caminho como jornalista do campo tivesse início ainda em 2001, a convite de uma grande amiga, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Costumo dizer que não escolhi o agro, mas sim, que o agro me escolheu. Quando terminei a faculdade de jornalismo, no início de 2001, na PUCRS, apenas sabia que gostaria de trabalhar escrevendo. Quis a vida que o meu caminho como jornalista do campo tivesse início ainda em 2001, a convite de uma grande amiga, referência no setor, a Carolina Jardine. Naquela época, o Jornal do Comércio, de Porto Alegre/RS, precisava de um freelancer para a cobertura da Expointer, a maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul e uma das maiores do Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até então, meu conhecimento sobre o setor era restrito a alguns textos esporádicos para revistas e outras publicações da área. Mesmo que tenha nascido no interior gaúcho, em Cruz Alta, um município em que o carro-chefe da economia é a agricultura, sempre fui bem urbana. Fato que não me impediu de reconhecer desde cedo o valor dos alimentos e de carregar o respeito ao que vem do campo. Meus avós paternos moravam em um pequeno sítio. E é nesse mesmo pedacinho de terra que até hoje meus pais produzem algumas delícias, como mel, ovos de galinha caipira, frutas e legumes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como repórter de agro no Jornal do Comércio, era responsável por notícias diárias que preenchiam quase uma página da edição impressa. Foi um período de muito aprendizado e desafios, afinal, era uma jornalista recém formada que precisava escrever sobre assuntos complexos. Uma das coberturas que mais me marcou foi a que envolveu a batalha dos produtores pela legalização do plantio de transgênicos e, depois, a aprovação da Lei de Biossegurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2006, por meio de duas amigas jornalistas experientes na área – a Luciana Radicione e a Cristine Pires – fui apresentada ao Eduardo Hoffmann, diretor da Editora Centaurus, responsável pela publicação das revistas mensais A Granja e AG – A Revista do Criador. É uma grande responsabilidade escrever para A Granja, a revista mais antiga do Brasil (completou 75 anos em janeiro de 2020) e que é lida por produtores de todo o País. Considero meu trabalho desafiador. É preciso estudar, ler muito antes de produzir qualquer matéria e, na hora de escrever, transmitir a mensagem com uma linguagem adequada a um público tão segmentado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses 14 anos como repórter da publicação, tive a oportunidade de viajar por muitos estados brasileiros e a outros países conhecendo diferentes realidades. Uma das coisas que mais me fascina é ouvir e contar histórias de produtores. Ainda que na maior parte do tempo os temas abordados sejam bastante técnicos, me pego muitas vezes emocionada com muitos relatos. Como em uma reportagem especial em que falamos sobre a força crescente das mulheres no campo e em que entrevistei personagens encantadoras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016 me propus mais um desafio e cursei mestrado em agronegócios na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde encontrei na literatura científica muito do que vejo na prática nas minhas reportagens. Escolhi como tema da minha dissertação a cadeia da olivicultura, que tem no Rio Grande do Sul um dos principais polos produtores. A produção de azeite de oliva é uma atividade ainda recente, mas muito promissora no Brasil e reflete as imensas possibilidades da nossa terra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quase 20 anos de jornalismo rural, me considero privilegiada por ser testemunha e, de certa forma, também agente de toda essa revolução vivida no agro brasileiro. São muitos momentos importantes e transformadores que pude traduzir em palavras por meio do meu trabalho. Minha admiração vai, sobretudo, aos produtores que geram alimentos sob os preceitos da sustentabilidade. E um “parabéns” especial às mulheres que estão ajudando a transformar o campo encarando preconceitos, quebrando padrões e construindo uma nova realidade em que, tenho certeza, o protagonismo feminino só vai crescer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma alegria escrever nesse espaço e poder dividir um pouco da minha trajetória com mulheres tão especiais. Agradeço o convite feito pela Andrea Cordeiro, a quem tive a oportunidade de conhecer em uma entrevista sobre o seu belo trabalho como uma das autoras do livro Mulheres do Agro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6607" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PNEU.jpg" alt="" width="244" height="213" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PNEU.jpg 1080w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PNEU-300x261.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PNEU-768x669.jpg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PNEU-1024x892.jpg 1024w" sizes="(max-width: 244px) 100vw, 244px" /><br />
Denise Saueressig</b></p>
<p>Jornalista, mestre em agronegócios e repórter das revistas A Granja e AG/Editora Centaurus</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/denisesaueressig/">@denisesaueressig</a><br />
<a href="https://www.instagram.com/agranjaeag/" target="_blank" rel="noopener">@agranjaeag</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Histórias Inspiradoras: Aline Mangueira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 12:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Inspiradoras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sou Aline Mangueira e ao longo de toda a minha vida, a minha curiosidade e inquietude nunca me deixaram o tempo todo num só lugar ou fazendo sempre as mesmas coisas. Sempre me interessei pelo campo, pela vida no âmbito agrícola, sou de Imperatriz no Maranhão e só pude viver no campo como gostava nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sou <strong>Aline Mangueira</strong> e ao longo de toda a minha vida, a minha <strong>curiosidade e inquietude</strong> nunca me deixaram o tempo todo num só lugar ou fazendo sempre as mesmas coisas.</p>
<p>Sempre me interessei pelo campo, pela vida no âmbito agrícola, sou de Imperatriz no Maranhão e só pude viver no campo como gostava nas férias, mas logo que me mudei para Balsas, Maranhão, pude viver mais os meus sonhos, mas ainda de forma limitada, pois não pude até então fazer a faculdade que sempre quis que é Agronomia.</p>
<p>Tentei a área da saúde, mas nunca me identifiquei, não era meu perfil. E minha família entendeu!</p>
<p>Fui cursar pedagogia pois a era uma das poucas opções que tinha naquele ano.</p>
<p>Porém no final da faculdade, tive a oportunidade de ingressar num trabalho que me brilhavam os olhos: Uma concessionária John Deere na cidade de Balsas no departamento de serviços e peças e foi lá que aprendi o início da base da pessoa que sou hoje.</p>
<p>Eu agarrei muito essa oportunidade e outras oportunidades também nessa mesma empresa. <strong>Nossa e como Deus foi maravilhoso</strong>.</p>
<p>De lá pra cá foram muitas oportunidades, mas também muitos desafios.</p>
<p>Lidar somente com homens, alguns mais velhos e bem mais experientes e eu uma menina criativa e com muita sede de mudança e colocar em prática tudo que estava estudando, mesmo não tendo cursado a faculdade de agronomia, cujo sonho somente agora irei realizar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-3592" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2019/03/d6c539bf-ffa8-4493-a740-635e4055721b.jpg" alt="" width="750" height="685" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/d6c539bf-ffa8-4493-a740-635e4055721b.jpg 750w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/d6c539bf-ffa8-4493-a740-635e4055721b-300x274.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Atualmente eu trabalho na área de manutenção de máquinas agrícolas e coordeno o setor de manutenção de um importante grupo agrícola do Maranhão, o Risa ( que tem 80 mil hectares de plantio)  &#8211;  desde o planejamento das manutenções de colheitadeiras, tratores e pulverizados até o acompanhamento da revisão e atividade, e na área de pós venda da concessionária CASE IH com foco total na qualidade do pós venda com a fábrica e equipe técnica e essa área que está na minha veia.</p>
<p><strong>Não foi e não é foi nenhum pouco fácil, mas o desafio me faz querer sempre mais!</strong></p>
<p>Minha luta diária pra ser uma <strong>mulher forte</strong> nesta área tão interessante do agronegócio, me incentiva a passar por cima das dificuldades que são muitas.</p>
<p><strong>Meus três filhos são minha base</strong> que me sustentam nessa busca, de me destacar e ter um nome de referência e poder sempre ser motivo de orgulho pra eles e para meus pais que entenderam que por mais simples que uma profissão seja, se ela for exercida com amor e paixão ela sempre vai sem bem feita e vista como um motivo de se orgulhar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-large wp-image-3590" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aline2-1019x1024.jpg" alt="" width="1019" height="1024" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aline2.jpg 1019w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aline2-150x150.jpg 150w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aline2-300x300.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aline2-768x772.jpg 768w" sizes="(max-width: 1019px) 100vw, 1019px" /></p>
<p>Rede Social: <a href="https://www.instagram.com/mangueiraaline/" target="_blank" rel="noopener"><strong>@mangueiraaline</strong></a></p>
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		<title>Histórias Inpiradoras: Lilian Dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2019 11:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias Inspiradoras]]></category>
		<category><![CDATA[historias-inspiradoras]]></category>
		<category><![CDATA[lilian-dias]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeiramente, quero registrar a minha honra e gratidão por ter sido convidada a compartilhar a minha jornada com todas vocês. A minha existência como ser humano teve início num cafezal. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje para contar a minha história. E senta que lá vem história&#8230; Meu bisavô paterno era [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, quero registrar a minha honra e gratidão por ter sido convidada a compartilhar a minha jornada com todas vocês. A minha existência como ser humano teve início num cafezal. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui hoje para contar a minha história. E senta que lá vem história&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu bisavô paterno era administrador numa fazenda de café em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, e minha avó materna conheceu o meu avô que era trabalhador rural na mesma propriedade. Muito provavelmente, entre um cafezinho e outro – não tenho a menor ideia se rolou um rala e rola no meio da plantação –, é fato que os pombinhos se apaixonaram, se casaram, se mudaram para a cidade de São Paulo, tiveram muitos filhos, entre eles a minha mãe, e cá estou eu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fui uma menina urbana, paulistana, mas sempre em contato com a agricultura e com um pezinho na roça. Lembro-me que ainda bem pequena, com uns 4 ou 5 anos, um querido vizinho – como se fosse o meu avô materno que eu não tive a oportunidade de conhecer – mantinha uma horta no quintal de casa e minha mãe me pedia para colher salsinha fresca enquanto preparava a carne moída do almoço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu achava aquilo o máximo. O meu supermercado era em casa, onde havia outras duas residências num quintal gigante dividido em duas partes: dianteira e traseira. Na parte do fundo, havia um pé de ameixas amarelas. Na minha inocência, e sem frescura alguma, eu colhia a ameixa, a levava direto para a boca e só depois daquela generosa mordida é que notava que havia bicho. Nem preciso dizer que só havia metade dele, né?  Pois é, mas pulemos essa parte nojenta (eca!!!), embora seja uma lembrança deliciosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E olha só: o meu contato com árvore frutífera na infância não parou por aí, nãããão. </span><span style="font-weight: 400;">Na casa da minha tia materna, também em plena capital paulista, tinha um pé de jaboticaba plantado numa área interna da residência cujo tronco ultrapassava a laje. Pasme: eu devia ter uns 7 ou 8 anos e subia na laje com os meus primos e comia jaboticaba direto do pé, para variar sem lavar, óbvio, olhando do alto a cidade rodeada de concreto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 10 anos, eu costumava ir para o sítio de um amigo da família e ajudava a colher chuchu, comia mel direto do favo, colhia cebola, mas a cana-de-açúcar eu só olhava ser colhida por outras pessoas e também me divertia entre tantas outras culturas. Eu transitava entre a cidade e o campo com a mesma naturalidade de quem sai de casa para ir ao shopping center. E quando eu não pisava na terra no campo, eu pisava descalça na terra das ruas de São Paulo que ainda não tinham asfalto, quiçá paralelepípedo, que hoje não passa apenas de um palavrão para a garotada que mora nos bairros asfaltados mais nobres de São Paulo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando chovia, era lama para tudo quanto é lado. A gente voltava para casa marrom, achando que só bastava lavar os pés para jantar e dormir. Quando não estava subindo em árvore para comer frutas direto do pé, eu estava correndo pelas ruas da capital paulista, descendo ladeiras com carrinho de rolimã, ou descendo ladeiras cobertas por grama – o famoso morrão no bairro da Pompéia – com o bumbum apoiado em caixas de papelão que improvisavam um tobogã gigante. Também brincava no interior de casas em construção para fazer guerra de barro. Resumindo: fui uma menina-moleca da cidade grande com diversões do campo. Tive uma infância feliz. Tive sorte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de agora, vem um hiato no Agro e uma história cheia de desafios e superações até tornar-me jornalista e voltar a viver o Agro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 11 anos, a casa alugada onde eu morava com a minha família havia sido vendida. Como inquilinos muito antigos, tínhamos um prazo para sair e até mesmo uma indenização a receber. Um belo dia, sem aviso prévio, veio uma ação de despejo. Meu pai tentou contatar o advogado que possuía uma procuração dele, mas o dito cujo havia desaparecido do mapa sem explicação alguma – esse foi o meu primeiro contato com a corrupção brasileira que quase dizimou a minha família. Eu, meu pai, minha mãe, um casal de irmãos e uma prima de criação, todos adolescentes, e a minha vira-lata meio cocker spaniel, estávamos no meio da rua da noite para o dia. Perdemos tudo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era o ano de 1986, os aluguéis tinham disparado e os salários não acompanhavam o ritmo da inflação que chegava a superar os 80% de alta ao mês. Então, fomos morar de favor na casa de parentes apenas com as roupas e alguns pertences pessoais. A Laika, a minha cadelinha, ainda conseguiu levar a casinha dela (risos).  Passamos por muitas humilhações por cerca de um ano. Jurei para mim mesma que jamais voltaria a viver aquilo novamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foquei no colégio. Amava treinar voleibol, mas não tive altura suficiente para me profissionalizar (mais risos). Minha outra paixão era escrever e, portanto, eu já sabia desde criança que me tornaria jornalista. Questionada por uma amiga da minha mãe sobre o que eu seria quando crescesse, ela foi categórica: &#8220;Coitada, é louca, vai morrer de fome&#8221;. Eu me fiz de surda, claro, e sem dizer um &#8220;A&#8221; sobre o infeliz comentário, segui em frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar o meu sonho, comecei a trabalhar cedo, mas não por necessidade, por opção mesmo. Aos 13 anos, era atendente numa locadora de vídeos. Aos 15, lecionava piano para iniciantes – tenho a felicidade de ter um pai músico. Aos 17, passei no vestibular para jornalismo, mas não tinha dinheiro suficiente para pagar a faculdade. Prevendo essa necessidade, eu havia me preparado para entrar num dos maiores bancos do País, o Bamerindus, e passei nos três processos seletivos realizados durante três meses. Detalharei este período a seguir para evidenciar que os esforços, apesar das rasteiras que a gente leva na vida, sempre valerão a pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> No primeiro mês, fui submetida a uma prova de matemática financeira, Língua Portuguesa e conhecimentos gerais concorrendo com centenas de candidatos. No segundo mês, passei por uma dinâmica de grupo. No terceiro mês, realizei uma entrevista individual. Cada um dos testes era eliminatório. No entanto, ao final do último teste, mesmo depois de ser aprovada, era necessário esperar que alguma agência bancária me chamasse para passar por mais uma entrevista seletiva e assim ingressar numa agência bancária e ser finalmente contratada. Se isso não ocorresse no prazo de seis meses, o meu cadastro seria automaticamente cancelado e eu teria que prestar todas as provas novamente, do zero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passou um bom tempo e ninguém havia me chamado ainda. Tive que me sujeitar a trabalhar numa loja de balas importadas do shopping West Plaza e fazer três coisas que eu detestava na época: 1) ir ao shopping; 02) usar bermuda, porque fazia parte do uniforme; 3) prender o cabelo. Além disso, eu ficava o dia todo em pé, porque os donos não permitiam que os colaboradores ficassem sentados – sequer disponibilizavam bancos ou cadeiras para isso. Ao final do dia, eu tinha que esfregar o chão e lavar um pano imundo, cujo caldo era preto de tanta sujeira, sem contar os milhões de bactérias alojadas ali (risos).  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi uma época difícil. Eu via o meu intelecto desperdiçado em atividades braçais e, embora eu respeite muito os profissionais de serviços gerais, eu sabia que podia muito mais. Meu dinheiro sequer dava para pagar a faculdade e o que dirá comer uma coxinha. Muitas vezes, deixei de ir para o intervalo das aulas para não passar vontade ao ver meus colegas comendo. Eu também sentia um pouco de vergonha por não poder comprar nada e então ficava na sala estudando para tapear a fome. Para chegar à aula também era uma luta: ônibus lotado e para não ficar em pé, depois de passar o dia todo em pé na loja, eu ia sentada em cima do motor, que, aliás, era bem quente. Mas nada disso me importava porque eu tinha um só objetivo: ser jornalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora eu odiasse o que estava fazendo no trabalho, nunca deixei transparecer. Nunca fiquei de mau humor enquanto trabalhava. Até no dia em que a Laika morreu, aos 10 anos, engoli o choro e trabalhei sorridente para receber os clientes, como se nada tivesse acontecido, mas por dentro eu estava destruída. Eu dava o meu melhor, independentemente das circunstâncias internas ou externas. Eu não me sentia vítima, mas protagonista da minha própria história e tinha certeza de que venceria. Para não ficar parada, uma porque não consigo, e outra porque as minhas pernas doíam muito, eu andava a loja inteira limpando as cumbucas de balas – elas ficavam brilhando –, varrendo quando não havia clientes, conferindo o estoque, repondo produtos e sempre sendo atenciosa e simpática com todos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia uma colega de trabalho que me chamava de trouxa e se recusava a lavar o pano de chão, deixando todo o trabalho, literalmente sujo, para mim. Nunca disse um “A” a respeito dela. Apenas segui em frente fazendo as minhas tarefas com mais e mais empenho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atitudes positivas e proativas me renderam uma promoção: tornei-me gerente da loja em menos de dois meses de trabalho. Embora feliz com o reconhecimento, e grata por poder pagar metade da faculdade – a outra metade era subsidiada pelo santo do meu irmão –, eu continuava considerando aquele trabalho aquém de minha capacidade intelectual.  Eu podia mais, muito mais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, eu chorava escondido e me perguntava o porquê de não me chamarem no banco. Mas eu nunca havia perdido a fé. Faltando apenas 15 dias para expirar a validade do meu processo seletivo no Bamerindus, fui chamada para uma entrevista numa agência bancária para competir com outras três garotas na faixa dos 18 anos. Meu Deeeeus, realize a cena: faltavam 15 dias para expirar o prazo e eu ainda tinha que desbancar mais três meninas. Éramos quatro para uma vaga apenas. Se demoraram 5 meses e 45 dias para me chamarem para uma entrevista, as estatísticas apontavam que não me chamariam para uma segunda entrevista nos próximos 15 dias restantes, certo? Certo. Ou seja, eu não tinha escolha: era passar ou passar. Passei. Ufa!!!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na minha primeira semana de trabalho, uma colega me contou uma história que me fez compreender porque demorou tanto tempo para me chamarem numa agência. Ela me disse, num tom muito orgulhoso, que havia sido reprovada na primeira prova do processo seletivo Bamerindus, mas que o tio dela era superintendente do banco e havia arranjado uma vaga para ela na semana seguinte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já sei!!! Você está boquiaberta ou boquiaberto? Eu também fiquei. Quase segurei o meu queixo para não cair. Essa foi a minha primeira decepção no mundo corporativo, mas que me trouxeram algumas lições: 1) sempre existirão privilégios, mas não serão eles que derrubarão você; 2) indicação garante vaga, mas não garante competência para uma permanência consolidada. Mais uma vez, fiz o que sempre faço: não disse um “A” a respeito da colega. Apenas segui em frente fazendo as minhas tarefas com mais e mais empenho.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dali em diante a minha vidinha financeira melhorou bastante com o novo salário. Passei a pagar a faculdade sozinha, passei a lanchar no intervalo e até a pagar algumas contas para ajudar em casa. Ahhh, olha só, eu, inclusive, fiz muito mais do que poderia imaginar: comprei o meu primeiro piano, porque eu fazia da mesa da cozinha um piano imaginário para conseguir estudar música. Enfim, havia encontrado um pouco de sucesso e felicidade. Essa tranquilidade foi boa, mas chegou ao fim quando tive que tomar uma decisão muito difícil: continuar com o ótimo salário de bancária e nunca exercer o jornalismo ou receber uma miséria como iniciante na Comunicação para me tornar jornalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É óbvio que saí da zona de conforto, né? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis que, de novo, me chamaram de LOUCA. Motivo: pedi para ser mandada embora daquele empregão sem nenhum trabalho em vista e só com a perspectiva de fazer um curso profissional de radialista, caríssimo, para me aproximar ainda mais do jornalismo, seguindo um conselho do meu pai. Resultado: o curso terminou, o meu dinheiro acabou, não arrumei nada fixo imediatamente e tive que vender o piano para fazer a rematrícula do último ano de faculdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Nunca vou me esquecer da cena: o meu sonho (o piano) indo embora em cima de um caminhão e eu, mais uma vez, tentando engolir o choro. Novamente, passei a não sair mais para o intervalo da aula na faculdade, porque eu não tinha um tostão para comprar um pãozinho na chapa. Havia dia que eu mal tinha dinheiro para o transporte de ida, porque a volta era garantida por um namorado fofo que me buscava todos os dias de carro – tive vários anjos ao longo da minha caminhada. Eu havia saído de um cenário confortabilíssimo para me ver, novamente, no fundo do poço.<br />
</span><span style="font-weight: 400;"> Quando me viram por baixo, os urubus de plantão vieram com tudo: &#8220;Tá vendo? Eu bem que falei que você estava cometendo uma loucura quando decidiu sair do banco&#8221;. Ouvia tudo calada. Como eu sempre digo, você precisa ser surdo para alcançar os seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Segui em frente, consegui um trabalho como assistente de comunicação de umas das maiores empresas de Recursos Humanos do País – daí vem a minha paixão por desenvolvimento de pessoas – e foi onde comecei como “ghost writer”, porque eu escrevia os artigos da empresa que eram assinados pelo presidente e publicados em grandes jornais de circulação, como “O Estadão”, por exemplo. Seis meses depois, o curso caríssimo de locução profissional surtia efeito: fui contratada pela Rádio Bandeirantes AM, indo trabalhar, com apenas 21 anos, ao lado de lendas do radiojornalismo como José Paulo de Andrade e Salomão Ésper, apresentadores do Jornal Gente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Mais um aprendizado: se existe um dinheiro mais bem empregado no mundo é aquele investido em cursos, </span><b>porque só o conhecimento transforma.</b><span style="font-weight: 400;"> Quem diz que não tem dinheiro para investir em conhecimento está fadado a continuar sem dinheiro. É justamente porque você não tem dinheiro que você tem que investir em conhecimento. Caso contrário, a oportunidade baterá à sua porta e você não estará pronto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> O que isso tem a ver com VOCÊ e suas ESCOLHAS? Mudar dói para burro, mas se você continuar fazendo as mesmas coisas, você vai continuar obtendo os mesmos resultados &#8211; foi Einstein quem disse isso. Por fim, o medo paralisa &#8211; agora sou quem está dizendo isso. Mover-se gera riscos, frustrações, tombos feios, falência, mas a leva para algum lugar se você perseverar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegaram a me dizer para eu trancar a faculdade. Mas eu preferi ficar pendurada em dívidas e, por conta disso, fui proibida de colar grau com os meus colegas. Por outro lado, enquanto eles festejavam recebendo o canudo, e dezenas deles continuavam sem trabalhar na área jornalística, eu estava contratada por uma das maiores rádios de notícias do País. Daí por diante, fui fazendo o meu nome no mercado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“O segredo do sucesso profissional está em entregar mais do que lhe pedem, ficar longe das fofocas, ser surdo com os que não acreditam em você e não julgar as pessoas. Apenas trabalhe com honestidade e o universo lhe devolverá o que você merece. É como no Agro: plante bem e fará uma excelente colheita.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do tempo, tornei-me líder de pessoas com apenas 25 anos, trabalhei com internet, televisão, assessoria de imprensa nos mais variados segmentos: Direito, Esporte, Alimentação, Tecnologia e Recursos Humanos. Tive o meu próprio escritório de comunicação, fui ingênua, tomei balão de clientes, caí, me levantei, passei por bons e maus bocados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 30 anos, o contato com o Agro adormecido na infância veio à tona. Fui convidada a ocupar o cargo de chefe de reportagem do Canal Terraviva, do grupo Band, que havia estreado havia pouco mais de um mês. Eu tive um caso de amor com a Band por mais de 20 anos, entre idas e vindas pela Rádio Bandeirantes AM, em 96, TV Band aberta, em 2001, e Terraviva, em 2005 – quando trabalhei por 6 meses e pedi demissão para ter o meu primeiro filho –, e o último retorno, quando fui convidada para reintegrar a equipe em 2006 e fiquei até 2018. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocupei o cargo de gerente de jornalismo do Terraviva de janeiro de 2008 até janeiro de 2018. Foram inúmeros desafios e conquistas. Liderei a transição da emissora do sistema analógico de edição e exibição para o digital, gerenciei dezenas de coberturas ao vivo de feiras agropecuárias de todo o País e coordenei equipes vencedoras de cinco prêmios jornalísticos: Allianz, FMC, CNA, Andef e LIDE. Paralelamente, durante todos esses anos, também realizei dezenas de eventos como mestre de cerimônias nos mais variados segmentos, atendendo empresas como Ford, Soluções Usiminas, E-bit, Editora Globo, antiga Eletropaulo, Nürnberg Messe, entre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aos 43 anos, numa situação muito mais delicada, com dois filhos para criar – uma menina de um ano e um menino de 11 anos –, cometi o que veio a ser chamado novamente de LOUCURA por pessoas próximas. Larguei um EMPREGÃO de 12 anos de duração, com excelente salário, flexibilidade de horário, admiração por parte da direção, colaboradores e status no mercado por comandar o jornalismo de uma das maiores emissoras de televisão de Agro do País para me dedicar aos meus filhos que estavam precisando muito de mim. Se eu tive uma carreira foi graças à ajuda da minha mãe, que cuidava das minhas crianças, mas ela havia adoecido, assim como a babá que nos dava suporte também havia se machucado e ficaria afastada por quase meio ano pelo INSS. Tive que escolher entre o trabalho e a minha família.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não aconselho ninguém a fazer o que eu fiz: </span><b>deixar o emprego</b><span style="font-weight: 400;">. É preciso ter estômago para aguentar as consequências, porque elas vêm e são implacáveis. Mas também teve o seu lado excelente. Fiquei mais perto dos meus filhos. Rodei o Brasil como mestre de cerimônias e conheci o Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Alagoas e Piauí à frente da mediação de seis audiências públicas lideradas pelo BNDES, Ministério de Minas e Energia, Eletrobras e a multinacional PwC Brasil. Mediei conflitos graves como MC e tornei-me mais experiente, conheci novas culturas, novos sabores e vi de perto a situação dos refugiados venezuelanos em Boa Vista (RR). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entrei de cabeça no empreendedorismo digital, escrevi um e-book de 115 páginas intitulado “Os Pilares do Agronegócio”, que trata de gestão, lancei um curso chamado Sementes Digitais sobre marketing digital no Agro, fiz centenas de amigos virtuais, novas parcerias profissionais, fui contratada para um job de vídeo por uma grande multinacional do Agro e também passei a visitar mais o campo. Como propósito, missão de vida para contribuir com o Agronegócio, criei um seminário 100% online e 100% gratuito chamado Radar do Campo, com o apoio da Agrofilmes, com grandes nomes do setor que falam sobre Marketing Rural, Leis Ambientais e Trabalhistas no Campo, Solo e Pastagem, Controle Biológico, Gestão no Campo, Riscos Climáticos e Sustentabilidade nas Estratégias de Negócios Agropecuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, fechei dezembro de 2018 como âncora do </span><b>NovoAgro</b><span style="font-weight: 400;">, um programa televisivo totalmente independente, exibido pela TV Clima Tempo para 10 milhões de assinantes (Sky, Vivo, Oi, GTV, Nossa TV, TV Alphaville e Net Angra dos Reis). Agora, em 2019, ajudei a lançar o Portal AgroExpert, especializado em cursos voltados para profissionais do Agronegócio e sou muito presente nas redes sociais por meio de vídeos com orientações sobre empreendedorismo, carreira, marketing e comunicação. Recentemente, fui convidada pelo portal &#8220;BR MaisNews&#8221; para gravar boletins radiofônicos sobre Agro e que são distribuídos para mais de duas mil rádios em todo o Brasil. E sabe o que é loucura para mim? É continuar fazendo as mesmas coisas e ainda assim esperar por resultados diferentes. Não é fácil encarar mudança, mas só assim se constrói a vida que almejamos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Larguei o meu trabalho CLT no Agro e passei a empreender no Agro para levar uma grande mensagem aos profissionais e produtoras e produtores rurais de todo o Brasil de que só o conhecimento transforma e de que precisamos melhorar urgentemente a nossa comunicação no setor com a sociedade. Cresci saboreando a vida que surge da terra de cima de um pé de jaboticada e apreciando a vista da cidade grande que parece hostil, mas que também tem o seu valor e seu acolhimento. Acho que é por isso que entendo, amo, não julgo e valorizo tanto os dois lados: o campo e a cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de levar informação sobre capacitação, uma das missões do meu programa de TV, o NovoAgro, é incentivar a união entre o campo e a cidade e estimular que parem com essa briguinha besta desses dois estilos de vida tão necessários. A gente tem que trabalhar para que essa valorização mútua brote tanto no campo quanto na cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida é muito curta para tanto ódio. Prova disso é que a minha querida tia, dona do pé de jaboticaba no meio do concreto da cidade grande, está muito doente e estamos todos na torcida de sua recuperação. Entretanto, seja o que for que a vida lhe reserve, ela já deixou o seu legado: de que o campo e a cidade podem, sim, conviver em harmonia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lilian Dias – Jornalista, Radialista, Pós-graduada em MBA Executivo (Gestão Empresarial), Palestrante, Mestre de Cerimônias, Apresentadora de TV do NovoAgro e sócia do Portal AgroExpert.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seminário Gratuito: </span><a href="http://www.liliandias.com.br/copia-radardocampo"><span style="font-weight: 400;">www.liliandias.com.br/copia-radardocampo</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cursos Online: </span><a href="http://www.agroexpert.com.br/"><span style="font-weight: 400;">www.agroexpert.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;">  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Site Lilian:</span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="http://www.liliandias.com.br/"><span style="font-weight: 400;">www.liliandias.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;">   </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Youtube:</span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="http://www.youtube.com/liliandiasjor"><span style="font-weight: 400;">www.youtube.com/liliandiasjor</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></a><span style="font-weight: 400;">Instagram:</span><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="http://www.instagram.com/novoagrotv?fbclid=IwAR3sdO2G3TyG4_cSwnFPL6CxRANIN-2OQAxpcN5sGxXFm6TnPvTa2m8M_dM"><span style="font-weight: 400;">www.instagram.com/jornalistalilian</span><span style="font-weight: 400;"><br />
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Histórias Inspiradoras: Mariely Biff</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2018 15:36:38 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-2179 alignleft" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2018/06/mariely2-787x1024.jpg" alt="" width="368" height="478" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/mariely2-787x1024.jpg 787w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/mariely2-231x300.jpg 231w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/mariely2-768x999.jpg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/mariely2.jpg 1367w" sizes="(max-width: 368px) 100vw, 368px" /></em></strong>Gostaria de dizer que me sinto lisonjeada em poder contar um pouquinho da minha história a todas vocês!</p>
<p>Nasci em São Miguel do Iguaçu/PR, sou filha e neta de produtores rurais. <strong>Meu pai tinha uma pequena propriedade, onde cultivava soja, milho e trigo.</strong> Minha relação com o agro vem de berço, e ao longo da minha infância, pude vivenciar o dia a dia dentro de uma propriedade.</p>
<p>Quando eu tinha 8 anos, meu pai desanimou com uma <strong>sucessão de geadas</strong> que ocorreu, fazendo perder praticamente toda a produção, e resolveu vender a terra, indo montar uma agropecuária no MS.</p>
<p>Com a separação dos meus pais, que aconteceu 3 anos após nossa mudança para o MS, minha mãe resolveu morar perto dos meus avós, então nos mudamos para Diamantino/MT, em 1996.</p>
<p>Comecei a trabalhar muito cedo, com 12 anos, em uma empresa do meu tio. Entre os cursos de graduação que faziam parte da minha lista de desejos, estava agronomia e jornalismo. Como morávamos em uma cidade de interior, e não haviam opções dentro das que eu gostaria de fazer, optei por iniciar Administração em Agronegócios. Eu trabalhava e já tinha uma certa independência, e morar fora para cursar a graduação dos sonhos, não era opção naquele momento, pois eu era a única companheira da minha mãe em casa, e também pelas nossas condições financeiras na época, que não permitiam morar em outra cidade.</p>
<p>Me apaixonei por ADM e reforcei minha vocação para o agro na graduação. No segundo ano da faculdade, passei em um processo seletivo do Sicredi, onde tive ótimas oportunidades, iniciando como caixa, e por fim, permanecendo por 6 anos, atuando como gerente da carteira rural da agência.</p>
<p>Neste período, fiz uma pós-graduação em gestão empresarial e comecei a dar aula para o curso de Administração (na mesma faculdade em que me formei).</p>
<p>Sempre abracei todas as oportunidades que tive, buscando fazer meu trabalho com qualidade e sempre muito comprometida com os desafios que assumia.</p>
<p>Sou casada há 12 anos, meu esposo é engenheiro agrônomo e já moramos em algumas cidades do MT. Em 2011 optei por solicitar meu desligamento do Sicredi e fui em busca de novos desafios e projetos. Trabalho desde então com consultoria à produtores rurais, com foco em gestão de pessoas, estruturação administrativa e sucessão familiar. Fiz um MBA em Agronegócios na ESALQ/USP, que me proporcionou valiosos momentos de networking, amizades verdadeiras, muitos negócios e projetos.</p>
<p>Não ter um outro emprego formal foi algo que escolhi e me sinto muito feliz por isso. Precisava desta flexibilidade, porque tenho uma filha de 5 anos que é autista, e divido meu dia entre as demandas profissionais e as demandas do tratamento dela. Hoje <strong>participo como colunista em alguns portais do agronegócio</strong>, realizo treinamentos e palestras sobre gestão e sucessão (principalmente para revendas), gravo cursos EAD de assuntos do Agronegócio para o Agro Carreira de SP, e me encontrei neste mundo novo que me foi permitido descobrir. Aprendi a me organizar e conciliar meus papéis, sem sacrificar nenhuma parte.</p>
<p>No começo, quando recusei algumas propostas de empresas para voltar ao mercado, me senti um pouco perdida, porque as pessoas acabam valorizando mais quem está trabalhando formalmente. <strong>Mas persisti nos meus objetivos</strong>, fui devagar, dando um passo por vez, sabendo sempre exatamente onde eu queria estar.</p>
<p><strong>Quando se tem foco</strong>, por mais árduo que seja o caminho, <strong>conquistamos nossos sonhos </strong>e nos sentimos realizadas pelas escolhas que fizemos. <strong>E de todos os meus papéis, o maior e mais importante é ser mãe!</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2174" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2018/06/assinatura-mariely2.jpg" alt="" width="232" height="132" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/assinatura-mariely2.jpg 400w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/06/assinatura-mariely2-300x170.jpg 300w" sizes="(max-width: 232px) 100vw, 232px" /></p>
<p><strong><em>Resumo Profissional:</em></strong></p>
<p><em>Bacharel em Administração com habilitação em Agronegócios, pós-graduada em Gestão Empresarial, MBA em Agronegócios &#8211; ESALQ/USP.</em><em><br />
Possui certificação em Produção Integrada Agropecuária pela UFV. Possui certificação em mercado financeiro e economia doméstica pela BM&amp;F Bovespa.<br />
Professora universitária do curso de Administração, instrutora de cursos EAD no Agronegócio pelo Agro Carreira de SP e consultora em Agronegócios, atendendo produtores rurais e empresas Agro no estado de Mato Grosso.<br />
Colunista em portais no Agronegócio.<br />
Fundadora da ONG Seja Luz e voluntária na ONG Por1Sorriso.</em></p>
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