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	<title>Arquivos estados-unidos - Missão Mulheres do Agro</title>
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	<description>por Andrea Cordeiro</description>
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		<title>Missão Mulheres do Agro 2025: Orlando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 12:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulheres da Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O agronegócio brasileiro é muito mais do que números; é sobre pessoas que fazem a diferença. Nesse cenário, as mulheres têm assumido um papel cada vez mais estratégico, mostrando que liderança, inovação e propósito não têm gênero. O Comitê Mulheres da Rural, da Sociedade Rural Brasileira (SRB), é um exemplo inspirador de como unir forças [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="93" data-end="325"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16802 size-large" src="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Denver-USA-1024x872.jpg" alt="" width="1024" height="872" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Denver-USA-1024x872.jpg 1024w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Denver-USA-300x255.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Denver-USA-768x654.jpg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Denver-USA.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p data-start="93" data-end="325">O agronegócio brasileiro é muito mais do que números; é sobre pessoas que fazem a diferença. Nesse cenário, as mulheres têm assumido um papel cada vez mais estratégico, mostrando que liderança, inovação e propósito não têm gênero.</p>
<p data-start="327" data-end="627">O <strong data-start="329" data-end="357">Comitê Mulheres da Rural</strong>, da Sociedade Rural Brasileira (SRB), é um exemplo inspirador de como unir forças transforma realidades. Criado em 2023, o comitê promove conexões entre mulheres do setor agro e áreas correlacionadas, gerando trocas de experiências e um ambiente de crescimento mútuo.</p>
<h3 data-start="629" data-end="687"><strong>Missão Internacional 2025: A oportunidade está aqui!</strong></h3>
<p data-start="688" data-end="1064">Em setembro deste ano, o comitê levará uma delegação de mulheres para a <strong data-start="760" data-end="783">Missão Orlando 2025</strong>, uma experiência única no <strong data-start="810" data-end="842">Women in Agribusiness Summit</strong>. O evento, que ocorrerá de 22 a 24 de setembro no Hyatt Regency, em Orlando, será uma imersão em conteúdos técnicos, networking e vivências que destacam a força do agro em sustentabilidade ambiental, social e econômica.</p>
<p data-start="1066" data-end="1296">A missão não é apenas um convite para participar de um dos maiores eventos do setor; é uma oportunidade para se conectar com líderes globais, compartilhar experiências e representar o poder do agronegócio brasileiro no exterior.</p>
<p data-start="1298" data-end="1324"><strong data-start="1298" data-end="1322">Destaques da missão:</strong></p>
<p data-start="1327" data-end="1415"><strong data-start="1327" data-end="1347">&#8211; Imersão técnica:</strong> Conteúdos exclusivos sobre tendências do agro e sustentabilidade.</p>
<p data-start="1327" data-end="1415"><strong data-start="1418" data-end="1440">&#8211; Networking global:</strong> Encontros com especialistas, líderes empresariais e influenciadoras do setor.</p>
<p data-start="1327" data-end="1415"><strong data-start="1523" data-end="1548">&#8211; Valorização feminina:</strong> Espaços dedicados para debater o protagonismo das mulheres no agro.</p>
<p data-start="1621" data-end="1722"><strong data-start="1621" data-end="1648">&#8211; Experiências culturais:</strong> Atividades que vão além do congresso, promovendo trocas enriquecedoras.</p>
<p data-start="1724" data-end="1867">E o melhor: cada participante será parte de um movimento maior, comunicando os valores e a relevância do agronegócio brasileiro para o mundo.</p>
<h3 data-start="1869" data-end="1905">As vagas são limitadas!</h3>
<p data-start="1906" data-end="2195">Com apenas <strong data-start="1917" data-end="1941">15 vagas disponíveis</strong>, essa é uma oportunidade exclusiva para mulheres associadas à SRB ou que desejam fazer parte do comitê. A inscrição inclui hospedagem, kit uniforme, seguro viagem e toda a estrutura necessária para aproveitar ao máximo essa experiência transformadora.</p>
<p data-start="2197" data-end="2402">Se você é produtora rural, pecuarista ou atua no agronegócio, não deixe essa chance passar. O mundo está pronto para ouvir a voz das mulheres do agro brasileiro – e agora é a sua vez de ser protagonista.</p>
<p data-start="2404" data-end="2458"><strong data-start="2404" data-end="2452">A mudança já está acontecendo.</strong></p>
<p data-start="2460" data-end="2565"><strong data-start="2463" data-end="2563">Acompanhe o Mulheres do Agronegócio Brasil e inscreva-se agora mesmo para a Missão Orlando 2025.</strong></p>
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		<title>Performance Agro em 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 12:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vitrine do Agro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo dados do Ministério da Economia as exportações brasileiras originadas pelo agronegócio totalizaram em 2020 US$ 100,8 bi, sendo a segunda maior performance em 10 anos. Dentre os produtos agro, a soja mais uma vez liderou o ranking de exportação e em 2020 alcançou participação total de 28,3%, com receita de US$ 28.6 bi. Na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo dados do <strong>Ministério da Economia</strong> as exportações brasileiras originadas pelo agronegócio totalizaram em 2020 US$ 100,8 bi, sendo a segunda maior performance em 10 anos.</p>
<p>Dentre os produtos agro, a soja mais uma vez liderou o ranking de exportação e em 2020 alcançou participação total de 28,3%, com receita de US$ 28.6 bi. Na esteira, carne in natura, açúcar, celulose e farelo de soja, que trouxeram de divisa ao país US$ 7.4, &#8211; US$ 6 e US$ 5.9 bi, respectivamente.</p>
<p>O maior importador brasileiro continua sendo China e o foco da demanda continua concentrado. Em 2020, o percentual de 82% importado do agro brasileiro foi em 3 produtos. Soja (US$ 20.9 bi), carne (US$ 4 bi) e celulose (2.9 bi).</p>
<p>Para a Europa, o Brasil exportou principalmente farelo de soja (US$ 2.9Bi), soja (US$ 2.8 bi) e café (US$ 2.6 bi) e desacelerou embarques de celulose (36,2%) e suco de laranja (27,1%).</p>
<p>Para os Estados Unidos os embarques priorizaram celulose (US$ 0,9bi), café (US$0,9 bi) e álcool etílico (0,4 bi) que apresentou uma queda de venda importante da ordem de 31,6, assim como suco de laranja de 24,5%.</p>
<p>Esses números foram possíveis porque mais uma vez o Brasil produziu uma safra recorde de alimentos.</p>
<p>Alimentar cidadãos faz parte da nobre missão das famílias produtoras brasileiras.</p>
<p>Parabéns ao Agro do Brasil que dentro e fora da porteira e mesmo em tempo de pandemia superaram adversidades e garantiram resultados para o alimento chegasse nas mesas dos brasileiros e dos cidadãos mundo afora.</p>
<p><strong>Fonte: Ministério da Economia, MAPA, CNA </strong></p>
<p><strong>Matéria produzida por Andrea de Sousa Cordeiro para a Liga do Agro (<a href="https://www.instagram.com/ligadoagro/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">@ligadoagro</a>)</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.instagram.com/andreasousacordeiro/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Instagram: @andreasousacordeiro </a></strong></p>
<p><strong><a href="https://twitter.com/andreascordeiro" target="_blank" rel="noopener">Twitter: Andrea Sousa Cordeiro</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.youtube.com/AndreadeSousaCordeiro" target="_blank" rel="noopener">Youtube: Andrea de Sousa Cordeiro</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.linkedin.com/in/andrea-cordeiro-142478117/" target="_blank" rel="noopener">Linkedin: Andrea Cordeiro</a></strong></p>
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		<title>Soja rumo aos 14 dólares</title>
		<link>https://mulheresdoagrobrasil.com.br/soja-rumo-aos-14-dolares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 17:12:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem aqui lembra de quantas foram as tentativas que o mercado da soja fez para poder romper a barreira dos 12,00 dólares/bushel na Bolsa de Chicago? Analisando os gráficos pode-se perceber que para superar a resistência, os fundos lidaram com aspectos fundamentais de peso e tiveram que insistir várias vezes para fazer os preços romperem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Quem aqui lembra de quantas foram as tentativas que o mercado da soja fez para poder romper a barreira dos 12,00 dólares/bushel na Bolsa de Chicago?</h2>
<p>Analisando os gráficos pode-se perceber que para superar a resistência, os fundos lidaram com aspectos fundamentais de peso e tiveram que insistir várias vezes para fazer os preços romperem tal barreira, mas depois de rompida, mesmo com as especulações da sara sul-americana quem poderia imaginar que os preços buscariam em <strong>pouquíssimos pregões</strong> a marca de 13,00 e iniciariam 2021 com gás total buscando espaço rumo os US$ 14,00?</p>
<p>E o que dizer que esse gás todo aconteceria num momento de apagar de luzes de ano, período mais que propicio para liquidações de posição de fundos, diminuição de exposição de carteira e realização de lucros?</p>
<p>A alta impressionante de 2 dólares em menos de 1 mês foi reflexo direto de compras intensas por parte de grandes fundos de investimentos que adicionaram posições em suas carteiras levando os preços da oleaginosa para os patamares então observados há 6 anos e meio atrás – em 2014.</p>
<p>A estratégia dos mesmos para estas compras adicionais foi fundamentada por uma combinação de fatores, entre as quais:</p>
<ul>
<li><strong># Greve portuária de 20 dias na Argentina que impactou no atraso de carregamento de pelo menos 170 navios;</strong></li>
<li><strong># Moeda Chinesa com momentos que ganhou frente ao dólar garantindo maior poder de compra (importação). Inclusive com reportes de novas rodadas de compras de alguns cargos para agosto e setembro. No momento o grão norte americano para embarque agosto está mais competitivo e os negócios estão sendo reportados com origem dos Estados Unidos, mas um volume menor de soja brasileira para outro período de entrega voltou a ser negociado.</strong></li>
<li><strong>#Demanda geral em vários setores reaquecendo com mercados voltando a reabastecer com expectativa de retomada econômica com protocolo de vacinação em massa para covid 19 em diversos países;</strong></li>
<li><strong>#Mas o que de fato teve um peso relevante na decisão dos fundos em aumentar posições compradas, porém o CLIMA IRREGULAR em dezembro em parte da América do sul produtora foi o fundamento de maior impacto nessa decisão. Não se pode desconsiderar que estamos em um momento de La Niña o que faz o mercado considerar na equação o risco climático e neste caso pagar um prêmio pelo risco de quebra de safra.</strong></li>
</ul>
<p>Províncias importantes na Argentina, bolsões em estados do Paraguai e Uruguai e no sul do Brasil alimentaram a preocupação de uma nova rodada de encolhimento de oferta do grão justamente em um cenário de aperto mundial de estoques após China acelerar compras para repor estoques e voltar a partir de agosto a comprar dos Estados Unidos.</p>
<p>Além das dúvidas sobre o clima, a safra brasileira bastante comercializada não estimula ofertas por parte da origem brasileira que prefere aguardar a evolução da safra para reavaliar novas vendas, o que evidencia ainda mais o quadro de escassez de ofertas mundial, o que reforça a preocupação sobre a vulnerabilidade da safra sul-americana no contexto internacional.</p>
<p>No curto prazo, o mercado acompanhará simultaneamente múltiplos fatores que conferirão grau extra de nervosismo e volatilidade à medida que tais situações se acentuarem ou resolverem.</p>
<p>É o caso do <strong>Clima</strong>.</p>
<p>No Brasil ainda existe todo um ciclo para concluir a safra brasileira que no momento não está definida. Por agora, 11 de janeiro, diversas casas estimam números distintos para a safra e minha estimativa considerando as chuvas recentes é de uma safra de 130 milhões de toneladas. Neste ponto há que se considerar também atraso considerável na colheita da safra. Na Argentina – Há toda uma temporada pela frente uma vez que o plantio está sendo concluído devido ao atraso considerável das chuvas. De acordo com um recente boletim da Bolsa de Cereales, apenas 51 % das áreas semeadas apresentam condições de umidade favorável e adequadas e 49% apresentam condições regulares e seca ao norte de Buenos Aires, em Santa Fé e Entre Rios e chuvas nestas províncias são urgentes.</p>
<p>Em paralelo, o mercado continuará a monitorar o comportamento da <strong>Demanda Chinesa por alimentos</strong>. Observar com será a postura comercial dos chineses para a oferta brasileira pode ser a chave para algumas respostas que o mercado busca. No próximo dia 20, tomará posse nos Estados Unidos o presidente recém eleito, Joe Biden e certamente a temática Guerra Comercial voltará aos holofotes internacionais. A valorização ou desvalorização da moeda chinesa pode impactar nesta equação, embora minimamente para a soja e em maior proporção para outros alimentos. Uma moeda mais valorizada localmente incentivaria uma política de reposição geral de estoques estratégicos.</p>
<p>Antes disso, os olhos do mercado se voltarão os levantamentos de CONAB e USDA que serão divulgados dia 12 de janeiro e que devem garantir grandes emoções. Há muita especulação sobre o tamanho das safras sul-americanas e a projeção de estoques e exportação dos Estados Unidos e muita volatilidade pode ser observada.</p>
<p>Por aqui seguiremos acompanhando atentamente cada passo deste mercado, torcendo que as condições climáticas no Brasil normalizem e permitam a recuperação do potencial produtivo, afinal nesta temporada o trabalho feito dentro da porteira foi mais uma vez exemplar e com a melhor tecnologia empregada e tudo o que o Brasil precisa é de bons preços para aumentar com segurança, a média de venda da soja já comercializada e para isso quanto maior a produção, melhor será o preço médio.</p>
<p>Um abraço e nos vemos em março,</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-1118 alignnone" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
<p><a href="https://digital.agrishow.com.br/colunistas/soja-rumo-aos-14-dlares" target="_blank" rel="noopener">Fonte: Agrishow Digital</a></p>
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		<title>Eleições nos Estados Unidos &#038; Guerra Comercial &#038; Agro do Brasil &#8211; Revista Agro SA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 14:45:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eleito, foi justamente esse o ponto de estresse do governo. Equalizar o discurso do déficit entre transações comerciais e colocá-lo em prática tornou-se um grande desafio. Trump abriu várias &#8220;frentes de trabalho&#8221; simultaneamente e enfrentou os famosos shutdows, prova real da pressão da oposição à sua gestão. E meio como se estivesse em um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eleito, foi justamente esse o ponto de estresse do governo. Equalizar o discurso do déficit entre transações comerciais e colocá-lo em prática tornou-se um grande desafio.</p>
<p>Trump abriu várias &#8220;frentes de trabalho&#8221; simultaneamente e enfrentou os famosos shutdows, prova real da pressão da oposição à sua gestão. E meio como se estivesse em um jogo de pôquer, engrossou o tom da briga com a China acreditando que ali seria mais uma disputa fácil, só que acabou percebendo que suas ameaças não surtiam efeito, pelo contrário, e que suas falas passaram a não produzir mais os mesmos efeitos &#8220;altistas&#8221; nos mercados financeiros.</p>
<p>A China quietinha, mas reagente, comprou a briga que por sinal se arrasta até os dias de hoje, mesmo com as recentes compras de soja.</p>
<p>Aqui, novamente, reforço minha análise sobre demanda. Quem me acompanha nas redes sociais sabe que, desde o início do ano, venho falando que China compraria tudo que poderia comprar do Brasil, uma vez que Argentina era carta fora do baralho, pela questão tributária e política, e que os chineses precisariam ir em algum momento comprar soja nos EUA justamente para fazer a ponte de transição até a entrada da safra nova brasileira em fevereiro, afinal a comercialização da soja brasileira da safra de 2020 está beirando a totalidade com alguns compromissos de tradings inclusive sendo repactuados para poder abastecer o mercado interno.<br />
Em meio às tensões da guerra comercial, Trump não deixou de receber apoio de sua base a até conseguiu surfar na onda da aceleração da economia, decorrência direta da tributação imposta à China.</p>
<p>Vários programas de incentivo aos produtores rurais foram disponibilizados para ajudá-los a minimizar os prejuízos pela falta de demanda chinesa e por problemas climáticos. E essas ações conferem a fidelidade da sua base eleitoral.</p>
<p>No entanto, o que infelizmente ninguém contava, é que uma pandemia varresse os números da economia mundial e dirigisse os EUA para uma zona de recessão. Não fosse a pandemia, Trump possivelmente estaria reeleito.</p>
<p>Assim como ocorreu em 2016, Trump hoje se depara com um crescimento de votos do candidato da oposição e isso pode ser determinante para adotar a estratégia do tudo ou nada.</p>
<p>E nesse caminho fica cada vez mais fácil perceber que adotar medidas estratégicas para reacender o discurso nacionalista da população pode ser uma saída para definir as eleições.</p>
<p>Nada mais factível nesse momento que voltarem os discursos sobre empresas norte-americanas que voltarem aos EUA, as ameaças de indenização por conta da covid-19, as falas sobre os EUA não terem nada a perder com a China. Em paralelo as sucessivas e provocativas manobras militares ao sul do mar da China.</p>
<p>Não há dúvidas que faltando aproximadamente 45 dias Trump usará TODAS as armas que puder para não entrar, a exemplo de seu colega republicano George Bush pai, para a história política do país como o presidente republicano não reeleito. Todos os últimos e presidentes se reelegeram. Barack Obama, George W. Bush Filho e Bill Clinton.</p>
<p>E, se assim acontecer e os EUA decidirem engrossar com China, as tratativas para o acordo comercial das fases 2 e 3 podem ser abortadas e o acordo comercial da fase 1 irá por terra abaixo. Isso em um primeiro momento aumentaria ainda mais a competitividade do agro brasileiro. Mais exportação de carnes ainda em 2020 e 2021 e soja para 2022, razão pela qual o Brasil estará atento à disputa eleitoral.</p>
<p>Mas nem tudo são flores, e precisamos ser cautelosos pois há muitos interesses em jogo. A política de Trump favorece um dólar mais valorizado, o que melhora a performance exportadora do Brasil, no entanto, em seu segundo mandato, Trump poderia pressionar ainda mais o Brasil para garantir quedas tarifárias como no caso do etanol, sem dar nenhuma ou quase nada de contrapartida, como no caso do açúcar. Além disso, pode influenciar a tomada de decisão brasileira sobre a tecnologia 5G. No caso de Biden vencer, a relação entre EUA e Brasil poderia em um primeiro momento ficar distante. Embora os países tenham uma história de parceria, circularam algumas declarações sobre o posicionamento do presidente Bolsonaro a respeito das eleições. Embora o Brasil não deva &#8220;interferir&#8221; no processo de eleição, em um país com ideais e pilares democráticos, é visível ao mundo inteiro a aproximação entre seus presidentes. No entanto, com a política de Biden mais multilateralista, o Brasil poderia ser beneficiado com uma maior circulação de dinheiro em países emergente e possivelmente prejudicado na competitividade junto ao mercado chinês. A aposta do mercado é que China teria condições mais equilibradas de debater termos do acordo entre os dois países já nos primeiros 3 a 6 meses de governo.</p>
<p>Em meu próximo texto, em dezembro, as eleições já estarão definidas e a partir daí do candidato eleito, analisaremos melhor quais são as possibilidades, oportunidades e desafios para o agro brasileiro.</p>
<p>Um forte abraço,</p>
<p><strong>Andrea Cordeiro</strong><br />
<em>Empresária formada em Direito e pós-graduanda em Agronegócios pela ESALQ/US. Consultora em Commodities Agrícolas com expertise em comercialização e hedge. Colunista independente em mídias agro. Agro-influenciadora. Integrante da Liga do Agro.</em></p>
<p>Fonte: Revista Rainhas do Agro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/eleicoes-nos-estados-unidos-rainhas-do-agro/">Eleições nos Estados Unidos &#038; Guerra Comercial &#038; Agro do Brasil &#8211; Revista Agro SA</a> apareceu primeiro em <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br">Missão Mulheres do Agro</a>.</p>
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		<title>Boletim Especial: Agro brasileiro &#038; eleições nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2020 14:41:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Andrea Cordeiro Estamos quase reta final das eleições dos EUA e pela relevância deste processo para o mundo todo, eu quero fazer com vocês uma rápida leitura do quadro que temos para as próximas eleições. Desde o início, as pesquisas mostram que Biden lidera os trabalhos. Nas pesquisas realizadas logo após o primeiro debate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Por Andrea Cordeiro</h3>
<p>Estamos quase reta final das eleições dos EUA e pela relevância deste processo para o mundo todo, eu quero fazer com vocês uma rápida leitura do quadro que temos para as próximas eleições.</p>
<p>Desde o início, as pesquisas mostram que Biden lidera os trabalhos. Nas pesquisas realizadas logo após o primeiro debate a diferença entre ele e Trump, inclusive aumentou bastante chegando a bater entre 8 a 12 pp e agora na reta final, esta diferença está encurtando. Nas pesquisas dos últimos dias, Trump está atrás entre 4 a 6 pp, acelerando na recuperação. E o clima de incerteza toma os mercados mundo afora.</p>
<p>Enquanto Biden tem votos de latinos, mulheres, cidadãos de grandes centros como os da Califórnia, Nova York, Trump conta com o apoio de eleitores conservadores, a típica família tradicional do interior do país e conta com o apoio de grande parte do agro, dentro e fora da porteira.</p>
<p>Se em anos anteriores os norte-americanos não iam as urnas, o voto lá não é obrigatório, este ano os eleitores estão votando em peso. Até ontem dia 28 aproximadamente 73 milhões de cidadãos já haviam votado, presencialmente ou por correio. Os partidos vêm fazendo um chamamento a nação para que votem.</p>
<p>Aqui vale a ressalva para um possível atraso na divulgação dos resultados frente a aumento dos casos de coronavirus. Este atraso pode render especulações nos mercados. Além disso, caso Biden ganhe, um possível não reconhecimento de Trump seria bombástico. Ele que já alertouinclusive diversas vezes que se perder nas urnas é porque o sistema foi fraudulento. E se isso acontecer será péssimo para o país.</p>
<p>E de certa maneira e frente a essas possibilidades é que alguns ajustes de posições vêm sendo promovidos por grandes fundos, investidores e especuladores nestes últimos pregões de mercado financeiro, lá fora e no Brasil, ainda mais porque segunda feira, é feriado aqui o que tornará ainda mais exposto o mercado.</p>
<p>Caso isto aconteça, será a primeira vez na história do país que algo assim aconteceria e isso não passaria em branco no mercado financeiro.</p>
<p>Como já antecipei em outros textos que fiz pra o Noticias Agrícolas e Missão Mulheres do Agro e nos vídeos em meu canal do Youtube, era fato que a campanha esquentaria e que novos temas viessem à tona. Mas como a China vem comprando bastante soja e milho dos EUA, a estratégia para atrair votos acabou caminhando para questões da vida pessoal de Biden e não teve relação com o coronavirus, o que poderia estressar mais ainda as relações comerciais entre os dois países.</p>
<p>Eu percebi que quando eu subi estas matérias, algumas pessoas vieram me perguntar o motivo de eu trazer este tema Eleições dos EUA, para um universo agro no Brasil.</p>
<p>Primeiro de tudo, a gente não pode esquecer que foi durante estes anos de governo TRUMP que o Brasil se consolidou como grande produtor e exportador de alimentos. Nós aqui fomos grandemente influenciados pela condução de uma política extremamente nacionalista de Trump. Lembram do lema da campanha de Trump? Faça a América grande novamente? Pois é, o discurso de campanha saiu dos palcos de campanha e desembarcou no governo desde o início.</p>
<p>Trump Brigou com México que veio buscar milho no Brasil, lembram? Brigou com China que veio comprar alimentos do Brasil.</p>
<p>Uma China que foi impactada por um desabastecimento e umacrise inflacionaria devido a peste suína africana e teve que buscar diversos tipos de carnes e soja. Desde o início da guerra comercial lá em março de 2018, nosso grão vem sendo fortemente disputado pelas empresas chinesas frente a guerra comercial travada pelos 2 países.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/3943097/noticiasagricolas_post_banner2/1_0__container__">Se Trump ganhar mesmo já havendo um acordo com China em andamento é certo que os EUA continuarão a pleitear que as diferenças comerciais diminuam ainda mais e vão querer costurar um rígido acordo de fase 2 e 3 o que abre espaço para momentos de estresse diplomático no estilo do que já vimos acontecer: Situações envolvendo acusações e ofensas via redes sociais.</div>
</div>
<p>De um segundo governo Trump podemos esperar também pressão em série para novas cotas para etanol e trigo, mas as chances de acordos comerciais bilaterais e apoio ao Brasil em outras negociações em nível mundial também seriam mais viáveis que em um governo Biden. Existe uma grande expectativa do governo brasileiro para a celebração de um acordo bilateral com os Estados Unidose, envolvendo aço, alumínio, açúcar e etanol.</p>
<p>Se Trump ganhar, para o Brasil será mais do mesmo toma lá, dá cá previsível se é que se pode dizer que algo no governo Trump seja previsível, mas pelo menos para alguns ele já é um parceiro conhecido.</p>
<p>No caso de a guerra comercial desandar ou estressar, torna-se imprevisível qual seria a postura de Trump já reeleito lidar com a competitividade do Brasil. De que foram ele reagiria. Se continuaria com o canal aberto ou engrossaria o tom de voz com o Brasil também.</p>
<p>Com Trump no poder podemos esperar também uma politica cambial mais agressiva. Trump quer sua moeda valorizada frente as demais, o que ajuda a dar competividade extra aos nossos bens exportáveis e como Brasil exporta produtos agrícolas fica fácil entender o quanto influencia. Certo que as importações ficam limitadas já que tudo se torna bem mais caro. E como o agro também importa insumos podemos presenciar num futuro certo desequilíbrio especialmente se os preços dos agrícolas sofram depreciação. Além de fertilizantes, químicos, temos toda uma gama de maquinários, peças, tecnologia importadas que são utilizadas no agro.</p>
<p>E agora no caso de Biden ganhar&#8230;</p>
<p>Certamente, de imediato podemos esperar um resfriamento imediato nas relações diplomáticas entre os 2 países, afinal é evidente o apoio do atual governo a Trump, e por isso mesmo passaríamos a ter que nos relacionarmos com um governo oposto. Isso em um primeiro momento pode gerar desconforto e até atrapalhar a visibilidade do Brasil em alguma negociação, mas o que a gente não pode desconsiderar é que existe um laço fortede amizade entre os dois países. São países parceiros e as diferenças tenderão a se ajustar.</p>
<p>Vale lembrar também que o Brasil terá eleições adiante e isso será um outro processo a entrar na equação, mas se Biden ganhar, a expectativa de afrouxamento na política cambial é alta, e aí teríamos que trabalhar pensando em um cenário com dólar mais enfraquecido por questões internacionais, porém não se pode ignorar o viés político e os fundamentos econômicos brasileiros.</p>
<p>Como os governos democratas, caso de Biden, são multilateralistas, é provável que se ele for o vencedor, uma retomada de acordos internacionais envolvendo múltiplos países seja restabelecida. Governos democratas costumam seguir uma linha rumo ao equilíbrio comercial num contexto mais macro. Com Biden eleito, o dinheiro de investidores teria maior possibilidade de circular e com isso voltar para países emergentes como Brasil, e isso dependendo do nosso cenário, arrefeceria a cotação do dólar aqui. Bom, pelo menos esta é a linha de entendimento de muitos analistas internacionais e isso certamente ajuda a fortalecer a economia nacional.</p>
<p>Algo que preocupa o mercado é a idade avançada do candidato: 77 anos o que faria dele, se eleito, o presidente mais velho a ganhar em um primeiro mandato. Antes dele, o mais velho foi o próprio Trump que tomou posse com 70 anos. A idade de Biden motiva questionamentos sobre a vulnerabilidade de seu governo caso algo o afaste da presidência e neste caso a dúvidas se voltam imediatamente àcapacidade de sua candidata a vice presidente, Kamala Harris, que seria a primeira presidente mulher a assumir a Casa Branca.</p>
<p>Bom, logo conheceremos o novo presidente dos Estados Unidos e até lá alguns ajustes nos mercados financeiros acontecerão.  Os candidatos aceleraram nesta fase final e a gente pode ver a campanha pegar fogo nesta retinha final. Vamos ficar de olho no dólar. Um ótimo feriado a todos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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<p><a href="https://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/272577-agro-brasileiro-e-eleicoes-nos-eua-por-andrea-cordeiro.html">Fonte</a></p>
<p>O post <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/agro-brasileiro-eleicoes-nos-eua/">Boletim Especial: Agro brasileiro &#038; eleições nos EUA</a> apareceu primeiro em <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br">Missão Mulheres do Agro</a>.</p>
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		<title>Eleições nos Estados Unidos &#038; Guerra Comercial &#038; Agro do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 13:29:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade das eleições nos EUA, a campanha que está a mil, escalou temperaturas altas durante esse final de semana prolongado pelo feriado do Dia do Trabalho. Donald Trump através de sua rede social resgatou em tom duro, discurso de segregação comercial entre os 2 mercados, o que pode colocar em xeque as tratativas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade das eleições nos EUA, a campanha que está a mil, escalou temperaturas altas durante esse final de semana prolongado pelo feriado do Dia do Trabalho.</p>
<p>Donald Trump através de sua rede social resgatou em tom duro, discurso de segregação comercial entre os 2 mercados, o que pode colocar em xeque as tratativas comerciais entre EUA e China.</p>
<p>A vitória do Trump em 2016 marcou a retomada do partido republicano ao governo e em parte, foi conquistada com votos de eleitores conservadores com ideais nacionalistas, que defendiam a retomada de empregos a base de uma indústria nacional mais forte, inclusive a armamentista.<br />
Esse é o público mais tradicional das pequenas cidades e na sua maioria com foco na agricultura e pecuária. Pela lógica, representa afirmar que na ausência dos eleitores democratas, que não compareceram em peso às urnas, o agro definiu a eleição de Trump.</p>
<p>O discurso nacionalista do então candidato era reagente ao sentimento nacionalista do norte americano, mas saindo da esfera virtual, na prática era algo difícil a ser conduzido.</p>
<p><em><strong>Em meio a tantas promessas algumas se destacaram:</strong></em></p>
<p><em><strong>A construção do muro;</strong></em></p>
<p><em><strong>O combate intenso a imigrantes ilegais;</strong></em></p>
<p><em><strong>O endurecimento das regras para concessão de vistos novos;</strong></em></p>
<p><em><strong>A busca por equilíbrio comercial não só com China, mas com México, Canadá e Europa para fortalecer indústria nacional e gerar empregos para os norte-americanos.</strong></em></p>
<p>Quando eleito, foi justamente esse o ponto de estresse do governo. Equalizar o discurso do déficit entre transações comerciais e colocá-lo em prática tornou-se um grande desafio.</p>
<p>Trump abriu várias “frentes de trabalho” simultaneamente e enfrentou os famosos shutdowns, prova real da pressão da oposição a sua gestão. E meio como se estivesse em um jogo de pôquer, engrossou o tom da briga com China acreditando que ali seria mais uma disputa fácil, só que acabou percebendo que suas ameaças não surtiam efeito, pelo contrário e que suas falas passaram a não produzir mais os mesmos efeitos “altistas” nos mercados financeiros.</p>
<p>A China quietinha, mas reagente, comprou a briga que por sinal se arrasta até os dias hoje, mesmo com as recentes compras de soja.</p>
<p>Aqui novamente reforço minha análise sobre demanda. Quem me acompanha sabe que desde o início do ano eu venho falando que China compraria tudo que poderia comprar do Brasil, uma vez que Argentina era carta fora do baralho e que os chineses teriam que ir em alguma momento comprar soja dos EUA para fazer a ponte de transição até a entrada da safra nova brasileira em fevereiro.<br />
Em meio as tensões da guerra comercial, Trump não deixou de receber apoio de sua base e até conseguiu surfar na onda da aceleração da economia, decorrência direta da tributação imposta à China.</p>
<p>Vários programas de incentivo aos produtores rurais foram disponibilizados para ajudá-los a minimizar os prejuízos pela falta de demanda chinesa e por problemas climáticos. E essas ações conferem a fidelidade da sua base eleitoral.</p>
<p>No entanto, o que infelizmente ninguém contava, é que uma pandemia varresse os números da economia mundial e dirigisse os EUA para uma zona de recessão. Não fosse a pandemia, Trump possivelmente estaria reeleito.</p>
<p>Assim como ocorreu em 2016, Trump hoje se depara com um crescimento de votos do candidato da oposição e isso pode ser determinante para adotar a estratégia do tudo ou nada.</p>
<p>E nesse caminho fica cada vez mais fácil perceber que adotar medidas estratégicas para reacender o discurso nacionalistada população pode ser uma saída para definir as eleições.</p>
<p>Nada mais factível nesse momento que voltarem os discursos sobre empresas norte americanas voltarem aos EUA, as ameaças de indenização por conta do covid19, as falas sobre os EUA não terem nada a perder com a China. Em paralelo as sucessivas e provocativas manobras militares ao sul do mar da China.</p>
<p>Não há dúvidas que faltando menos de 60 dias Trump usará TODAS as armas que puder para não entrar, a exemplo de seu colega republicano George Busch Pai, para a história política do país como o presidente republicano não reeleito. Todos os 3 últimos presidentes se reelegeram. Barack Obama, George W Busch Filho e Bill Clinton.</p>
<p>E se assim acontecer e os EUA decidirem flexibilizar com China, as tratativas para o acordo comercial das fases 2 e 3 serão abortadas e o acordo firmado da fase 1 irá por terra abaixo.</p>
<p>Isso em um primeiro momento aumentará acompetitividade do agro brasileiro. Carnes ainda em 2020 e soja para 2021 e 2022, razão pela qual o Brasil está tão atento a disputa eleitoral.</p>
<p>Mas nem tudo são flores, e precisamos ter cautelosos pois há muitos interesses em jogo. Em um próximo texto vamos falar sobre os desafios do agro brasileiro no caso de vitória de Trump e de Biden.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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<p>O post <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/eleicoes-eua-guerra-comercial-agro-brasil/">Eleições nos Estados Unidos &#038; Guerra Comercial &#038; Agro do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br">Missão Mulheres do Agro</a>.</p>
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		<title>Vendas Semanais Agrícolas nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 14:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O USDA Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira, 20, as vendas semanais de produtos agrícolas negociados até dia 19 de agosto. A performance de vendas da soja para ambas as safras, 2019/2020 e 2020/2021 foi abaixo da registrada na semana anterior quando 3.409 milhões de toneladas foram computadas. Nessa semana o órgão contabilizou que foram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="background: white; margin: 0cm 0cm 18.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Lato',sans-serif; color: #111111;">O <strong><span style="font-family: 'Lato',sans-serif;">USDA</span></strong> <strong><span style="font-family: 'Lato',sans-serif;">Departamento de Agricultura dos Estados Unidos</span></strong> anunciou na quinta-feira, 20, as vendas semanais de produtos agrícolas negociados até dia 19 de agosto.</span></p>
<p style="background: white; margin: 0cm 0cm 18.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Lato',sans-serif; color: #111111;">A performance de vendas da soja para ambas as safras, 2019/2020 e 2020/2021 foi abaixo da registrada na semana anterior quando 3.409 milhões de toneladas foram computadas. Nessa semana o órgão contabilizou que foram negociadas 2.586 milhões de toneladas.</span></p>
<p style="background: white; margin: 0cm 0cm 18.0pt 0cm;"><span style="font-family: 'Lato',sans-serif; color: #111111;">Os dados são divulgados semanalmente e além de controle para as autoridades governamentais, são usados pelo mercado para controlar o fluxo de demanda e a competitividade dos produtos dos Estados Unidos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-8236" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas-semanais-graos-eua2408-2.jpg" alt="" width="1000" height="1000" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas-semanais-graos-eua2408-2.jpg 1000w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas-semanais-graos-eua2408-2-150x150.jpg 150w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas-semanais-graos-eua2408-2-300x300.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/08/vendas-semanais-graos-eua2408-2-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>O post <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/vendas-semanais-agricolas-nos-eua/">Vendas Semanais Agrícolas nos EUA</a> apareceu primeiro em <a href="https://mulheresdoagrobrasil.com.br">Missão Mulheres do Agro</a>.</p>
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		<title>Vendas Semanais de Grãos nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2020 17:29:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos USDA divulgou as vendas semanais de produtos agrícolas negociadas na semana anterior até o dia 23 de julho. A performance de vendas da soja para as safras, 2019/2020 e 2020/2021 foi de 2.666 milhões de toneladas.  Na safra velha as vendas de 365 mil toneladas vieram do lado baixo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Departamento de Agricultura dos Estados Unidos USDA divulgou </strong>as vendas semanais de produtos agrícolas negociadas na semana anterior até o dia 23 de julho.</p>
<p>A performance de vendas da soja para as safras, <strong>2019/2020</strong> e <strong>2020/2021</strong> foi de 2.666 milhões de toneladas.  Na <strong>safra velha</strong> as vendas de 365 mil toneladas vieram do lado baixo da expectativa dos analistas &#8211; entre 300 a 700 mil toneladas. E a <strong>safra nova</strong>, com 2.301 milhões de toneladas, foi superior as estimativas que oscilavam entre 1 a 2 milhões de toneladas.</p>
<p>O reporte de soja dessa semana é superior ao registrado na semana passada quando tinham sido negociadas 313 mil e 767,6 mil toneladas respectivamente nas duas temporadas.</p>
<p>O <strong>milho</strong> na safra velha com vendas de 221 mil toneladas teve uma performance mais baixa que o esperado entre 400 mil e 1 milhão de toneladas projetadas. Mas na safra nova a performance de 2.327 milhões de toneladas foi positiva pois se esperava uma atividade entre 1.5 a 3.0 milhões de toneladas.</p>
<p>Os dados das vendas semanais são divulgados semanalmente e além de controle para as autoridades governamentais, são usados pelo mercado para controlar o fluxo de demanda e a competitividade dos produtos dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Veja a performance comercial de outros produtos agrícolas dos Estados Unidos:</strong></p>
<p><strong>Farelo de Soja</strong> 45.3 mil toneladas safra velha + 54.2 mil toneladas safra nova</p>
<p><strong>Trigo</strong> 617 mil toneladas safra nova</p>
<p><strong>Sorgo</strong> 77.2 mil tons safra velha + 175 mil toneladas safra nova</p>
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		<title>Mercado Climático nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2020 17:02:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vitrine do Agro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há ano em que o mercado climático, conhecido por Weather Market deixe de conferir oportunidades aos participantes de mercado. Seja aonde for. Aqui na  América do Sul, Europa, Austrália, Região do Mar Negro e em especial para as commodities soja e milho, nos Estados Unidos. Semanalmente e durante todo o ano, o  NOAA – [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não há ano em que o mercado climático, conhecido por <strong><em>Weather Market </em></strong>deixe de conferir oportunidades aos participantes de mercado.</p>
<p>Seja aonde for. Aqui na  América do Sul, Europa, Austrália, Região do Mar Negro e em especial para as commodities soja e milho, nos Estados Unidos.</p>
<p>Semanalmente e durante todo o ano, o  <strong><em>NOAA – </em></strong><strong><em>National Oceanic and Atmospheric Administration</em></strong>, divulga um levantamento de umidade do solo dos Estados Unidos.</p>
<p>Esse quadro é importante à medida que a janela de plantio se aproxima e sua importância aumenta a partir do desenvolvimento de safra até a fase final da colheita.</p>
<p>Participantes de diversos países, interessados no mercado agrícola conseguem observar e acompanhar informações sobre os efeitos das condições climáticas no solo.</p>
<p>O acompamento é feito de forma simultânea a um outro reporte técnico divulgado a cada segunda feira pelo <strong><em>USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. </em></strong>O relatório de condições de lavoura.</p>
<p>Cruzar dados técnicos dos dois órgãos é uma tarefa quase que espontânea para o mercado agrícola mundial.</p>
<p>Através deles, é possível fazer um filtro importante para se determinar a instalação ou propagação de alguma anomalia climática nas áreas de produção de grãos dos Estados Unidos.</p>
<p>Geralmente não há situação de advsersidade climática que passe batida aos “olhos” desses dois relatórios.</p>
<p>Há alguma semanas atrás os mapas vinham mostrando uma ampliação de áreas mais secas nos estados do meio oeste do Estados Unidos e nessa última segunda-feira, o USDA reportou uma queda de 3 pp de lavouras de soja e 2 pp de lavouras de milho em condições boas e excelentes.</p>
<p>O mapa de umidade de solo atualizado nessa quinta, 16 de julho de 20 mostra os estados de  Michigan, Nebraska, Missouri e Oklahoma ampliaram condições de seca.</p>
<p>Analisando os mapas abaixo, pode-se observar que desde 30 de Junho até 14 de Julho, o estado do Texas, importante produtor de algodão, passou registrar pontos de extrema seca.</p>
<p>Estados importantes como Iowa, Ohio, Indiana, Missouri chamam atenção, embora tenham sido favorecidos com algumas chuvas recentes.</p>
<p>Já os estados de Dakota do Norte e Dakota do Sul, mostraram situação inversa. Chuvas recentes reduziram um estágio no quadro compartivo de seca.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-7981 alignnone" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-1024x576.jpg 1024w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-300x169.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-768x432.jpg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-1104x621.jpg 1104w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-366x205.jpg 366w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-534x300.jpg 534w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-165x92.jpg 165w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-249x140.jpg 249w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-232x130.jpg 232w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico-344x193.jpg 344w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/imagem-mercado-climatico.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
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		<title>Como as eleições dos EUA podem influenciar no Agro do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 11:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Trump não era político, mas se tornou. Cheio de autoconfiança ele talvez não tenha sido preparado para enfrentar a comparação natural de seu governo com a de seu antecessor. Esse foi o seu primeiro grande desafio ao suceder um dos mais carismáticos presidentes da história moderna norte americana, o democrata Barak Obama. O ano foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Trump não era político, mas se tornou. Cheio de autoconfiança ele talvez não tenha sido preparado para enfrentar a comparação natural de seu governo com a de seu antecessor. Esse foi o seu primeiro grande desafio ao suceder um dos mais carismáticos presidentes da história moderna norte americana, o democrata Barak Obama.</h2>
<p>O ano foi 2016. Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>O discurso nacionalista repetidamente usado durante a campanha embalado ao lema “<strong>MAGA</strong>” &#8211; Make America Great Again – Faça a América Forte Novamente, tocou o coração e mexeu com brio dos norte-americanos republicanos que o elegeram.</p>
<p>O eleitor de Trump embora naquele momento não representasse a maioria no país, mostrou-se mais unido. Com maioria branca, quem votou nele nutria ideias conservadoras e clássicas sobre família, armamento e controle mais rígido em fronteira.</p>
<p>Trump não era político, mas se tornou. Cheio de autoconfiança, ele talvez não tenha sido preparado para enfrentar a comparação natural com seu antecessor. Esse foi o seu primeiro grande desafio ao suceder um dos mais carismáticos presidentes da história moderna norte americana, o democrata Barak Obama.</p>
<p>Com uma alma nata para os negócios, Trump construiu um novo conceito de comunicação ao fugir do protocolo convencional e adotar sua rede social com canal de diálogo junto aos seus cidadãos.</p>
<p>E ao perceber que como presidente o alcance de sua fala chegava mais longe, passou a governar um país sob os holofotes do mundo digital. Seus opositores o criticavam e seus eleitores se sentiam representados e o apoiavam e dentro do público clássico que o elegeu, o Agro circulava em peso.</p>
<p>Na representatividade por estado que pode ser observada na ilustração abaixo, fica claro notar que estados produtores e processadores de alimentos como soja, milho, trigo, sorgo, proteína animal foram decisivos para a vitória do republicano e pelo menos três desses estados Iowa, Ohio e Florida (produtores de grãos e frutas) definiram nos últimos momentos da campanha o resultado das eleições.</p>
<p>Eu poderia dizer que a passividade de muitos democratas definiu a eleição, mas na ausência deles, sigo defendendo que foi o agro quem elegeu Trump.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-7969 alignnone" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download-1024x1024.jpg" alt="" width="1024" height="1024" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download-1024x1024.jpg 1024w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download-150x150.jpg 150w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download-300x300.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download-768x768.jpg 768w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/07/download.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Mas, como não existem fórmulas prontas e como nem sempre o final é feliz, é justamente seu público alvo, o agro quem mais sentido os efeitos das decisões estratégicas do governo durante os três anos e meio desse governo.</p>
<p>Na tentativa de criar o vínculo com a nação tão polarizada e de construir rapidamente uma ponte para um segundo mandato, foi através de um discurso nacionalista que Trump focou em práticas para incentivar a reconstrução econômica de uma pais e começou através de uma postura ativa confrontar vários países.</p>
<p>O<strong> excesso de confiança em suas estratégias</strong> e a busca pelo equilíbrio comercial com diversos países simultaneamente, levaram Trump a subestimar os efeitos de uma disputa pública e aberta com um país tão conservador quanto China.<strong> Trump escolheu um caminho de negociação acreditando que seria fácil alcançar seus objetivos e não foi.</strong></p>
<p>Ao adotar medidas protecionistas para aço e alumínio, o presidente norte americano abriu em março de 2018 uma ferida enorme e que sangra sem parar até os dias atuais e a partir daquele momento iniciou-se uma Guerra Comercial com China.</p>
<p>Estratégica, em meio ao discurso inflamado, imprevisível e crescente de Trump, China buscou alternativas e achou em outros países a disponibilidade de ofertas do que precisava. Começou antes mesmo do “início oficial da guerra” a se proteger no mercado internacional e garantindo que tinha armas para levar uma briga adiante, imediatamente revidou.</p>
<p><strong>Esse efeito estrategista e antecipado da China o Brasil percebeu à medida que mesmo em uma fase de colheita no Brasil, os prêmios se valorizavam num ritmo constante para então explodirem com o início da disputa.</strong></p>
<p>E foi devido a isso que Brasil e Argentina um mês antes do início da guerra começaram a registrar um fluxo crescente de negócios com a China e que foi acentuado tão logo a guerra foi declarada. Prova disso foi o Brasil ter batido recorde ao embarcar 12.3 milhões de toneladas de soja em maio de 2018, marca novamente superada em abril desse ano com a performance de 16.3 milhões de toneladas da oleaginosa.</p>
<p>A ferida, mesmo parecendo cicatrizada, ainda sangra. Os Estados Unidas que já deveriam estar em um momento de plena corrida eleitoral, precisam lidar com os efeitos limitantes de uma pandemia.</p>
<p>Trump sofre os feitos do vácuo da China como compradora de seus produtos. China compra dos EUA, mas não abandona o Brasil. E como se o tempo estivesse acabado, ele percebe que precisa agir para a disputa de seu segundo mandato.</p>
<p>Ele segue com a estratégia agressiva cobrando uma China mais atuando, mas sem deixar de atribuir o coronavirus como vírus chinês. Ele faz isso em um momento que os asiáticos se preparam para uma segunda onda, mas dão sinais de uma recuperação. China voltou as compras para reabastecer estoques de insumos com a retomada do rebanho suíno que foi impactado pela peste suína africana.</p>
<p>Certamente essa postura de Trump deve lhe assegurar votos. Seus eleitores de extrema direita cobram dele a mesma uma postura pré-eleitoral crítica e nacionalista, mas é fato que vários dos que votaram nele, mesmo dando o suporte as suas decisões, se questionam se ele como presidente tomou mesmo o melhor caminho na busca pelo reequilíbrio do déficit comercial com China.</p>
<p>Entre republicanos é unanime a concordância sobre a necessidade de equalizar a desproporção de transações comerciais e até mesmo democratas pensam nessa linha embora de forma menos agressiva.</p>
<p>Os Estados Unidos muito mais importam que exportam para a China e o déficit entre as transações crescente traz prejuízos ao país. No entanto o que não é mais unânime e que pode fazer a diferença é que em sua base eleitoral há questionamentos sobre a maneira com que Trump está negociando com os chineses.</p>
<p>Como consequência instantânea, a briga gerou desinteresse da China por alimentos e por isso mesmo, após tanto tempo do início da guerra, o agro norte americano se questiona pela visível perda de competitividade da sua carteira agro.</p>
<p>Estados Unidos deixaram de aproveitar oportunidades e só não tiveram um desempenho pior pois associações de produtores de estados como Iowa e Illinois foram ágeis ao buscar, através de missões internacionais, opções de países importadores enquanto o país ainda travava as primeiras disputas com China.</p>
<p><strong>Foi durante esse período que o Brasil se consolidou como maior exportador mundial de oleaginosa e conquistou também o título de maior produtor do grão. Vale relembrar que Brasil também foi beneficiado no milho quando favorecido pela desvalorização cambial passou a absorver demanda mexicana pelo cereal. Os desgastes sobre a construção do muro em toda a fronteira com o México motivaram o interesse das tradings daquele país para o mercado sul-americano.</strong></p>
<p>Outro <strong>mercado brasileiro favorecido</strong> pela guerra comercial foi o de <strong>carnes</strong>.</p>
<p>Em meio as disputas,<strong> o Brasil se consolidou como origem de qualidade para a demanda chinesa que necessitava de alternativas em um momento em que estava lidando com a propagação da peste suína africana</strong>. China que tinha o maior plantel de suínos viu em 2019 seus rebanhos reduzirem 50% devido a doença e teve que importar mais proteína animal.</p>
<p>De novembro de 2016 a fase atual, lá se foram 3 anos e 8 meses e muitos prejuízos ao mercado agro dos Estados Unidos e muitos milhões de dólares, através de incentivos socorreram um setor que beirou momentos de colapso.</p>
<p>De agora até as próximas eleições faltam poucos meses. E essa proximidade provoca questionamentos relevantes. Faltando tão pouco tempo para a intensificação da campanha eleitoral, e imaginando que Trump deseja ser lembrado pela história como um presidente que construiu um legado nacionalista para seu povo, qual caminho ele adotará?</p>
<p>O momento atual é delicado. Ele vivencia momentos de forte polarização entre seu povo e segue combatendo um mal que ainda não tem remédio. Resultado: uma conta cara de pagar. E isso nos faz voltar aos questionamentos de qual caminho Trump adotará? O mesmo de 2016?</p>
<p>E talvez seja justamente desse momento de fragilidade que Trump encontre caminhos para resgatar o nacionalismo de seu país, seja brigando por um maior equilíbrio comercial, seja cobrando dos chineses a “conta cara da pandemia” e se essa for sua escolha, estaria aí o início de mais uma nova fase da Guerra Comercial.</p>
<p>Numa queda de braço contra o tempo, ou Trump consegue da China o que precisa em um curtíssimo prazo e usa essa vitória como sua maior arma de campanha, ou não restam dúvidas que partirá para cima dos chineses com força total e em sendo essa a escolha, jogará o acordo da fase 1 no lixo.</p>
<p>O resultado dessa estratégia traria a base do seu eleitorado mais fiel, o agro, para decidir nas urnas justamente em um momento em que o país tiver colhido uma safra com área cheia. A diferença do resultado estaria na presença dos democratas nas urnas.</p>
<p><strong>E agora Trump? O que fazer? Qual estratégia você adotará?</strong></p>
<p><strong>As respostas ainda não temos. O que resta ao setor agro no Brasil é acompanhar bem atentamente quais serão os próximos passos dessa próxima eleição nos EUA. Polarização e disputas extras com China significarão novas oportunidades para o agro do Brasil. Talvez preços melhores ainda, novos mercados sendo abertos, mas certamente um agro brasileiro muito mais plural pelas possibilidades do que já tivemos aqui.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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<p><a href="https://digital.agrishow.com.br/colunistas/como-eleies-dos-eua-podem-influenciar-no-agro-do-brasil" target="_blank" rel="noopener">Fonte &#8211; Agrishow Digital</a></p>
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