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	<title>Arquivos donald-trump - Missão Mulheres do Agro</title>
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		<title>Eleições nos Estados Unidos &#038; Guerra Comercial &#038; Agro do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 13:29:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com a proximidade das eleições nos EUA, a campanha que está a mil, escalou temperaturas altas durante esse final de semana prolongado pelo feriado do Dia do Trabalho. Donald Trump através de sua rede social resgatou em tom duro, discurso de segregação comercial entre os 2 mercados, o que pode colocar em xeque as tratativas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade das eleições nos EUA, a campanha que está a mil, escalou temperaturas altas durante esse final de semana prolongado pelo feriado do Dia do Trabalho.</p>
<p>Donald Trump através de sua rede social resgatou em tom duro, discurso de segregação comercial entre os 2 mercados, o que pode colocar em xeque as tratativas comerciais entre EUA e China.</p>
<p>A vitória do Trump em 2016 marcou a retomada do partido republicano ao governo e em parte, foi conquistada com votos de eleitores conservadores com ideais nacionalistas, que defendiam a retomada de empregos a base de uma indústria nacional mais forte, inclusive a armamentista.<br />
Esse é o público mais tradicional das pequenas cidades e na sua maioria com foco na agricultura e pecuária. Pela lógica, representa afirmar que na ausência dos eleitores democratas, que não compareceram em peso às urnas, o agro definiu a eleição de Trump.</p>
<p>O discurso nacionalista do então candidato era reagente ao sentimento nacionalista do norte americano, mas saindo da esfera virtual, na prática era algo difícil a ser conduzido.</p>
<p><em><strong>Em meio a tantas promessas algumas se destacaram:</strong></em></p>
<p><em><strong>A construção do muro;</strong></em></p>
<p><em><strong>O combate intenso a imigrantes ilegais;</strong></em></p>
<p><em><strong>O endurecimento das regras para concessão de vistos novos;</strong></em></p>
<p><em><strong>A busca por equilíbrio comercial não só com China, mas com México, Canadá e Europa para fortalecer indústria nacional e gerar empregos para os norte-americanos.</strong></em></p>
<p>Quando eleito, foi justamente esse o ponto de estresse do governo. Equalizar o discurso do déficit entre transações comerciais e colocá-lo em prática tornou-se um grande desafio.</p>
<p>Trump abriu várias “frentes de trabalho” simultaneamente e enfrentou os famosos shutdowns, prova real da pressão da oposição a sua gestão. E meio como se estivesse em um jogo de pôquer, engrossou o tom da briga com China acreditando que ali seria mais uma disputa fácil, só que acabou percebendo que suas ameaças não surtiam efeito, pelo contrário e que suas falas passaram a não produzir mais os mesmos efeitos “altistas” nos mercados financeiros.</p>
<p>A China quietinha, mas reagente, comprou a briga que por sinal se arrasta até os dias hoje, mesmo com as recentes compras de soja.</p>
<p>Aqui novamente reforço minha análise sobre demanda. Quem me acompanha sabe que desde o início do ano eu venho falando que China compraria tudo que poderia comprar do Brasil, uma vez que Argentina era carta fora do baralho e que os chineses teriam que ir em alguma momento comprar soja dos EUA para fazer a ponte de transição até a entrada da safra nova brasileira em fevereiro.<br />
Em meio as tensões da guerra comercial, Trump não deixou de receber apoio de sua base e até conseguiu surfar na onda da aceleração da economia, decorrência direta da tributação imposta à China.</p>
<p>Vários programas de incentivo aos produtores rurais foram disponibilizados para ajudá-los a minimizar os prejuízos pela falta de demanda chinesa e por problemas climáticos. E essas ações conferem a fidelidade da sua base eleitoral.</p>
<p>No entanto, o que infelizmente ninguém contava, é que uma pandemia varresse os números da economia mundial e dirigisse os EUA para uma zona de recessão. Não fosse a pandemia, Trump possivelmente estaria reeleito.</p>
<p>Assim como ocorreu em 2016, Trump hoje se depara com um crescimento de votos do candidato da oposição e isso pode ser determinante para adotar a estratégia do tudo ou nada.</p>
<p>E nesse caminho fica cada vez mais fácil perceber que adotar medidas estratégicas para reacender o discurso nacionalistada população pode ser uma saída para definir as eleições.</p>
<p>Nada mais factível nesse momento que voltarem os discursos sobre empresas norte americanas voltarem aos EUA, as ameaças de indenização por conta do covid19, as falas sobre os EUA não terem nada a perder com a China. Em paralelo as sucessivas e provocativas manobras militares ao sul do mar da China.</p>
<p>Não há dúvidas que faltando menos de 60 dias Trump usará TODAS as armas que puder para não entrar, a exemplo de seu colega republicano George Busch Pai, para a história política do país como o presidente republicano não reeleito. Todos os 3 últimos presidentes se reelegeram. Barack Obama, George W Busch Filho e Bill Clinton.</p>
<p>E se assim acontecer e os EUA decidirem flexibilizar com China, as tratativas para o acordo comercial das fases 2 e 3 serão abortadas e o acordo firmado da fase 1 irá por terra abaixo.</p>
<p>Isso em um primeiro momento aumentará acompetitividade do agro brasileiro. Carnes ainda em 2020 e soja para 2021 e 2022, razão pela qual o Brasil está tão atento a disputa eleitoral.</p>
<p>Mas nem tudo são flores, e precisamos ter cautelosos pois há muitos interesses em jogo. Em um próximo texto vamos falar sobre os desafios do agro brasileiro no caso de vitória de Trump e de Biden.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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		<title>Soja após Acreagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 19:20:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A última semana foi mais curta para os mercados agrícolas, devido ao feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, data que se comemora o Dia da Independência naquele país. Feriado tão tradicional quanto o de Ação de Graças.   Mas enquanto no de Ação de Graças a abóbora, peru e compras pré-natalinas são marcas registradas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A última semana foi mais curta para os mercados agrícolas, devido ao feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, data que se comemora o </span><b>Dia da Independência</b><span style="font-weight: 400;"> naquele país. Feriado tão tradicional quanto o de Ação de Graças.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas enquanto no de </span><b>Ação de Graças</b><span style="font-weight: 400;"> a abóbora, peru e compras pré-natalinas são marcas registradas num almoço familiar outonal, no </span><b>4 de Julho</b><span style="font-weight: 400;"> se destacam as bandeiras do país espalhadas por todos os lados, barbecue, cerveja gelada e fogos de artifício, regados a um clima de patriotismo muito forte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clima de euforia registrado na bolsa de Chicago na última quarta-feira, véspera do feriado foi intenso. Os preços de soja e milho subiram forte nos últimos momentos do pregão. O contrato de milho com vencimento setembro encerrou o dia com alta de 17 ¼ centavos, cotado a US$ 4,3675 e a soja para vencimento setembro com alta de 9 ½ centavos, cotada a US$ 8,8975 bushel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram pelo menos 3 justificativas:</span></p>
<blockquote><p><strong>Clima</strong> &#8211; A<span style="font-weight: 400;">pós as chuvas intensas que retardaram os trabalhos nos campos e confundiram todo mundo sobre o tamanho dos campos com milho e soja, condições mais favoráveis permitindo o avanço dos trabalhos;</span></p></blockquote>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"><strong>Cobertura técnica</strong> &#8211; A</span><span style="font-weight: 400;">justes técnicos em carteira pós relatório do USDA promovidos por alguns fundos de investimento;</span></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Guerra Comercial </strong>&#8211; <span style="font-weight: 400;">Retorno de comentários otimistas sobre a retomada das conversas com declarações “otimistas” de </span><b>Donald Trump</b><span style="font-weight: 400;"> após encontro do </span><b>G20.</b></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Após toda a polêmica sobre qual área foi de fato plantada com milho nos Estados Unidos os preços encontraram espaço para correções. Lembrando que na sexta-feira, dia 28 de junho, o </span><b>USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou o relatório da Acreagem. </b><span style="font-weight: 400;">Segundo o órgão até dia 01 de junho estavam habitados 91,7 milhões de acres ao milho e apenas 80 milhões na soja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas passados os festejos de feriado, a euforia da quarta não encontrou aporte em notícias positivas extras e o movimento teve vida curta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem mesmo as vendas semanais da soja, divulgadas excepcionalmente na sexta-feira e que superiores a projetada pelo mercado, conseguiram manter o bom humor dos investidores e os preços da soja na bolsa de Chicago caíram mais do que subiram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a demanda norte americana da semana passada, enquanto analistas antecipavam vendas entre 600 mil a 1.2 milhão de toneladas, a performance foi de 1.3 mi tons, ou seja, 100 mil tons acima que o mercado aguardava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sexta feira o contrato Agosto encerrou a semana cotado a US$ 8,72 ¼ bushel, muito próximo às mínimas do dia e da semana.</span></p>
<p><b>Uma das justificativas para a queda da sexta deve -se às exigências da China pra que os Estados Unidos retirem imediatamente as tarifas impostas até agora para a compras de seus produtos. Nesse impasse os Estados Unidos voltaram a trás em sobre taxar mais produtos, mas não recuam nas taxações já impostas aos chineses.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O porta-voz do </span><b>Ministério do Comércio da China</b><span style="font-weight: 400;">, Gao Feng, disse que “A China recebe bem a decisão dos EUA de não aplicar novas tarifas em bens chineses”, mas deixou claro que o país exige o fim das tarifas impostas até agora e condicionou possíveis avanços nas tratativas a essa medida. </span></p>
<p><b>Para os analistas, o fato da China que adota uma postura mais tradicional e reservada, fazer tal exigência soou como ameaça.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa quinta-feira, 11 o</span><b> USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgará</b><span style="font-weight: 400;"> o relatório mensal</span><b> Supply Demand. </b><span style="font-weight: 400;">Esse reporte ainda não refletirá os dados de plantio revisados. Segundo</span> <span style="font-weight: 400;">Robert Johansson, economista chefe do USDA</span><b> processará as projeções de</b><span style="font-weight: 400;"> acreagem do fim de junho. </span></p>
<p><b>As pesquisas em campo para milho, soja, sorgo e algodão que o órgão realizará durante todo o mês de julho refletirão os números de agosto. Serão visitados 14 estados e as culturas </b><span style="font-weight: 400;">para milho, algodão, sorgo e soja em 14 estados.</span></p>
<p><b>Quer mais informações sobre os números de Acreagem divulgados dia 28 de Junho pelo USDA, acesse: </b></p>
<p><a href="http://missaomulheresdoagro.com.br/que-area-foi-essa/"><span style="font-weight: 400;">http://missaomulheresdoagro.com.br/que-area-foi-essa/</span></a></p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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		<title>Pré USDA &#8211; Cenários da Temporada 2019/2020 dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2019 14:50:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para quem está com os 2 pés, o bolso e a alma encravados no mundo Agro ontem foi um dia relevante para o setor. O USDA &#8211; Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou o último levantamento da temporada 2018/2019 antes de divulgar agora em maio, o primeiro da próxima temporada que inclusive já começou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem está com os 2 pés, o bolso e a alma encravados no mundo Agro ontem foi um dia relevante para o setor.</p>
<p>O <strong>USDA &#8211; Departamento de Agricultura dos Estados Unidos </strong>divulgou o último levantamento da temporada 2018/2019 antes de divulgar agora em maio, o primeiro da próxima temporada que inclusive já começou a ser plantada.</p>
<p>Dia 10 de maio, o órgão reportará as suas primeiras impressões sobre tamanho de área de plantio e de colheita, produtividade, projeção de consumo, exportação, importação e esmagamento, entre outros. Será o primeiro quadro do <strong>Supply Demand</strong> americano.</p>
<p>Três grandes questionamentos vêm sendo feitos para esse reporte:</p>
<ul>
<li>*Qual será o estoque inicial do próximo ano? Essa pergunta temos viés de resposta. Muito provável que seja o número do estoque final divulgado ontem em 895 mi bu. Número do estoque final de um ano é o inicial da próxima temporada.</li>
<li>*Qual a projeção de exportação que o órgão vai trabalhar? Manterá um viés de encolhimento frente ao atual cenário de guerra comercial ou assumirá uma linha de entendimento comercial?</li>
<li>*E quais serão as estimativas de área de plantio e produtividade? Aqui a análise é mais complicada. Há poucas semanas &#8211; 29 de março, o órgão divulgou o <strong>Prospective Plantings</strong> &#8211; Intenção de Plantio &#8211; que eu costumo simpaticamente chamar de &#8220;<strong>acreagem</strong>&#8220;. E o resultado dessa divulgação foi uma ducha gelada no mercado.  Naquele dia os preços do milho na Bolsa de Chicago para o contrato vencimento maio cederam 17 cents/bu e os da soja com mesmo vencimento cederam outros 5 ½ cents/bu. De certa forma o relatório veio em linha com os trabalhos do <strong>Agricultural Forum Outlook</strong> no final de fevereiro quando os produtores preocupados com a falta de demanda chinesa para o grão norte americano já sinalizavam um recuo na área de soja. Só que o recuo da área da soja foi mais intenso que o “projetado” pelas maiorias dos analistas.  E mesmo assim os preços caíram.</li>
</ul>
<p>Os produtores dos EUA vivenciam momentos difíceis.  Os baixos preços do grão na bolsa e os <strong>prêmios</strong> praticados no <strong>Golfo</strong> e em Portos do Pacífico Noroeste – <strong>PNW não liquidam preços rentáveis.</strong></p>
<p>Eles, que acumulam perdas vultosas por terem vendido pouco da safra velha com preços superiores a US$ 10,00/bu e que foram pegos em abril de 2018 no contrapé da briga entre os dois países e durante o plantio crescente e acelerado de soja, caminham para uma <strong>nova temporada e já com máquinas entrando nos campos com prejuízos no bolso e com mais incertezas sobre o real avanço das tratativas entre EUA e China </strong>que visam dar um ponto final a batalha comercial estabelecida há exatos 13 meses.</p>
<p><strong>Lembrando que Donald Trump </strong>foi eleito com apoio dos estados essencialmente agro e por contar com esse suporte acreditava teria a SOJA como poder de barganha nessa disputa com os chineses. E segundo dizem analistas norte-americanos acreditou que essa moeda garantiria uma China submissa e desesperada para um rápido acordo. Mas o que Trump esqueceu, ou não considerou que naquele momento era somente a Argentina que não tinha competividade para disputar mercado com eles. E o Brasil que tinha pouco produto comercializado surfou uma onda boa e longa.</p>
<p>Se ele julgava<strong> ser fácil “brigar” com China por práticas de comércio mais justas,</strong> hoje ele se vê pressionado por uma disputa árdua e enfrenta a base de seu eleitorado: os produtores rurais.</p>
<p>Trump embora garanta quase que diariamente através de redes sociais que um<strong> bom acordo para o setor rural está prestes a ser fechado</strong>, hoje não conta mais com a crença em peso dos produtores que não se sentem confortáveis com as incertezas para a nova temporada.</p>
<p>Conversando pessoalmente com produtores norte americanos de vários estados percebemos um grande desanimo frente a esse cenário.</p>
<p>Muito provavelmente a resposta para as dúvidas sobre o próximo relatório é que o USDA confirmará o recuo da área de plantio de soja em favorecimento do milho. Mas como será que o órgão que é o braço agro do governo se posicionará especialmente se o acordo não tiver sido firmado?</p>
<p>Como será que o USDA em meio a um cenário com fraca demanda (falta de compras da China), se posicionará sobre a produtividade do grão da próxima safra? Manterá a linha de produtividade alta das safras anteriores ?</p>
<p>Se ela estimar uma produtividade alta que é algo bem factível, o corte na área dos EUA será em parte compensado e os estoques finais ainda sim serão altos.</p>
<p><strong>A chave de todas essas dúvidas está no desfecho do acordo comercial.</strong></p>
<p>Se o acordo sair os produtores norte-americanos passarão imediatamente a surfar a onda que o Brasil surfou até então e que hoje os dividimos com nossos vizinhos Argentinos. Afinal plantarão menos área, o que será precificado na bolsa, terão prêmios mais valorizados,  garantia de volume no comércio chines e dai sim o cenário passaria a complicar para o produtor brasileiro que precisará estudar muito bem seu mercado para decidir qual área plantará no final do segundo semestre.</p>
<p><strong>Por ora, o produtor de lá segue preocupado com a briga e também com o excesso de umidade no meio oeste. Foram impactados por um degelo intenso, chuvas e agora tem pela frente um sistema de chuvas fortes. </strong></p>
<p>Vamos aqui acompanhando em paralelo a evolução do plantio nos EUA que até domingo – 07 de abril totalizava 3% de área destinada ao milho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1118" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Reflexos da Missão aos EUA ao Agro do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 21:58:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Passado o primeiro grande desafio internacional do atual governo, eu me pergunto quais terão sido os resultados dessa Missão aos Estados Unidos para o Agro do Brasil. Mesmo tendo sido uma missão relativamente curta &#8211; 3 dias, a pauta oficial e extraoficial foi intensa e repercutiu em muito barulho, especialmente no Brasil.  E sob meu ponto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Passado o primeiro grande desafio internacional do atual governo, eu </span><span style="font-weight: 400;">me pergunto quais terão sido os resultados dessa <strong>Missão aos Estados Unidos</strong> para o <strong>Agro do Brasil.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo sido uma missão relativamente curta &#8211; 3 dias, a pauta oficial e extraoficial foi intensa e repercutiu em muito barulho, especialmente no Brasil.  E s</span><span style="font-weight: 400;">ob meu ponto de vista, o resultado mais visível dessa missão Brasil &#8211; Estados Unidos foi o<strong> reforço dos laços ideológicos</strong> pelas semelhanças dos seus dirigentes.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado, a participação do Ministro da Justiça Sergio Moro foi elogiada e materializou <strong>avanços</strong>, por outro paira uma sensação de frustração pelo Agro brasileiro não ter conseguido capitalizar os resultados pretendidos nas cadeias de </span><b>carne, café, frutas e pescados. </b></p>
<p><b>Mas independente das críticas sobre o saldo da missão, o que jamais pode ser feito é atribuir isso à performance da Ministra Tereza Cristina, que sob minha análise teve uma atuação impecável, </b><span style="font-weight: 400;">reforçando nacional e internacionalmente sua capacitação junto a essa importante pasta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se para alguns membros da comitiva brasileira choveram críticas negativas, à ela foram contabilizados<strong> elogios</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um discurso que o <strong>Brasil é sustentável e tem potencial de crescimento</strong>, foi sua postura coerente na condução das tratativas que chamou a atenção dos holofotes internacionais, em especial após elogios de ninguém mais nem menos que <strong>Donald Trump</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive após uma rodada de conversas com profissionais do Agro nos Estados Unidos, ficou a percepção que a sua participação na missão consolidou a imagem que o Brasil tem sim um </span><b>Agro 3 C!  </b></p>
<p><b>Competente, Comprometido e Competitivo</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas mesmo com sua participação e domínio sobre a pasta, o Brasil pode ter sinalizado em algumas direções duvidosas como abrir mão de tratamento especial na </span><b>OMC</b><span style="font-weight: 400;"> pelo apoio norte americano para ingressar na </span><b>OCDE, organização que reúne 34 países ricos.  </b>Mas v<span style="font-weight: 400;">ale destacar que essa renúncia não impacta em acordos firmados anteriormente pelo Brasil, apenas </span><b>em futuros acordos e é aí que isso pode em algum momento prejudicar o Agro. </b></p>
<p><b>Com essa renúncia </b><span style="font-weight: 400;">o país perde acesso, entre outros, a linhas de financiamento mais baixas e prazos maiores nos casos de disputas comerciais e perde a prerrogativa em casos de subsídios agrícolas a uma alíquota maior que as concedidas aos países desenvolvidos. </span><b>E é aí que habita parte da frustração do setor com essa decisão.</b></p>
<p>Além disso a liberação de uma cota permanente de importação para moinhos brasileiros de 750 mil toneladas de trigo, isenta de tarifa, causou dissabor com nossos vizinhos argentinos e com produtores brasileiros que temem perder competitividade e já antecipam que isso poderia repercutir em recuo de área do cereal.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passada a primeira grande missão internacional, o Brasil seguiu para o Chile para um encontro do </span><b>MercoSul</b><span style="font-weight: 400;"> e lá &#8220;enfrentou&#8221; uma Argentina questionadora sobre a pauta trigo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E agora depois de Chile, o Brasil tem pela frente mais uma outra uma missão internacional importante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início de maio uma comitiva brasileira voará rumo à</span><b> China!  E aí se concentra a grande expectativa do Agro brasileiro,</b><span style="font-weight: 400;"> justamente pela oportunidade que ela representa ao nosso setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos sabemos que China é importante parceiro comercial do Brasil (e de dúzias de outros países). É o nosso maior importador de </span><b>Soja, </b><span style="font-weight: 400;">grande importador de Minério de Ferro e petróleo e tem sido um parceiro fundamental para garantir resultados superavitários da balança comercial brasileira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio dessa Missão será consolidar a participação do mercado brasileiro junto ao país asiático e deve concentrar sua pauta no setor de carnes </span><b>(suína, bovina e frangos) </b>além de reforçar a parceria estabelecida com os produtos já comercializados.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tão importante </span><b>Missão à China</b><span style="font-weight: 400;"> acontecerá num momento importante e até estratégico, e é aí que o Agro brasileiro precisa contar com algumas situações:</span></p>
<blockquote>
<ul>
<li><b><b>O conhecimento técnico e a capacidade de articulação da ministra Tereza Cristina</b></b></li>
<li><b>Status comercial vigente entre Estados Unidos e China</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li><strong>Área de Plantio de Soja e Milho temporada 2019 nos EUA.</strong></li>
</ul>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Se voltarmos a um passado recente, os Estados Unidos e China há exatos 1 ano iniciaram um embate após os Estados Unidos anunciarem tarifas para a importação do aço e alumínio que na sequência culminaram em proporções maiores: barreiras tarifárias extras em produtos como </span><b>Soja</b><span style="font-weight: 400;"> e desde o início dessa Guerra Comercial o Brasil vem aproveitando essa onda, aumentado a participação como exportador mundial do grão para destino China.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a missão de início de maio ocorra num momento em que a guerra comercial entre aqueles países ainda esteja vigente, o agro brasileiro poderá tirar proveito de uma estratégia chinesa para pressionar os Estados Unidos. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Também merece destaque o fato que os Estados Unidos se preparam para uma <strong>nova rodada de negociações na China</strong> no próximos dias. Até agora todos os encontros realizados não determinaram em um acordo comercial pleno e de certa forma, a continuidade dessas desavenças seguiria favorecendo o Agro brasileiro.</span></p>
<p><strong>E em meio a esse cenário pesará ao Agro brasileiro a decisão dos produtores norte americanos sobre a área que destinarão ao plantio de Soja e Milho. </strong></p>
<p>Vamos acompanhando! isso muito interessa ao mercado sul-americano.</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora confira no link abaixo a entrevista que a <strong>Ministra</strong> <strong>Tereza Cristina</strong> concedeu a Globo News durante a visita aos Estados Unidos.<br />
<a href="http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/tereza-cristina-agricultura-fica-um-pouco-receosa-com-mudanca-na-omc/7472779/" target="_blank" rel="noopener">Entrevista da ministra Tereza Cristina</a><br />
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Guerra Comercial China – EUA e a disparada dos prêmios da Soja no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Apr 2018 23:21:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vitrine do Agro]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao tumulto que o mercado mundial atravessa desde o início da guerra comercial estabelecida entre os Estados Unidos e China, os brasileiros vêm sendo favorecidos com a escalada de prêmios para o grão. Os prêmios para embarques em portos brasileiros que já vinham altos, quando comparados aos normalmente praticados nesse período em anos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao tumulto que o mercado mundial atravessa desde o início da guerra comercial estabelecida entre os Estados Unidos e China, os brasileiros vêm sendo favorecidos com a escalada de prêmios para o grão.</p>
<p>Os prêmios para embarques em portos brasileiros que já vinham altos, quando comparados aos normalmente praticados nesse período em anos anteriores, pularam em apenas 2 dias 90 centavos.</p>
<p>De Us$ 1,10 Bu na terça, 03, para US$ 1,30 Bu na manhã de ontem, 04 para impressionantes US$ 1,50/1,70/1,80 e 1,90 na parte da tarde. Foram inúmeros negócios reportados que começaram timidamente pela manhã e dispararam no decorrer do pregão após vendedores terem assumido postura ausente e os compradores nervosos buscando mercado. Final do pregão de ontem vendedores ofertavam soja a + US$ 2,00 e os compradores a + US$ 1,80.</p>
<p>O fato do Brasil poder se aproveitar dessa situação e surfar na onda de tensão dos EUA e China deve-se principalmente ao fato da origem brasileira ter registrado poucas vendas da safra que está sendo colhida. A baixa performance de comercialização nacional, produz efeito em cascata. Quando o produtor não vende, o volume das cerealistas, cooperativas, revendas também represa.</p>
<p>Paralelamente, desde o início das especulações sobre a tarifação as tradings aqui no Brasil intensificaram compras, num claro movimento de antecipação ao problema. Esse movimento há muito tempo é o que vinha fazendo o preço da soja em real em algumas praças se manter inalterado mesmo quando a cotação da soja caia na bolsa. Mas até então o prêmio vinha subindo gradativa e constantemente.</p>
<p>A partir do anúncio de tarifação pelo presidente norte-americano Donald Trump, as tradings no Brasil intensificaram as compras FOB.</p>
<p>A resposta rápida da China anunciando tarifação em uma lista que não incluía soja até deu um fôlego ao mercado norte americano, mas aqui no Brasil as tradings seguiram atuando, acreditando que vinha tarifação e veio. O mercado se antecipou ao fato.</p>
<p>Nesse momento de plena guerra comercial entre EUA e China o Brasil é a origem mais favorecida é e seguirá sendo o Brasil. Ainda mais porque nessa temporada a Argentina não conseguirá participar com ofertas expressivas devido à forte seca que assolou o país.</p>
<p>Além do mais a Argentina tem uma tradição de exportar uma fatia maior de derivados de soja, com maior valor agregado. Só para ilustrar, a Bolsa de Cereales atualizou hoje a estimativa da safra de soja do país em 38 milhões de toneladas.</p>
<p>A China também pode abocanhar uma parte dos estoques do Uruguai e Paraguai, cujos mercados também devem ser disputados pela Argentina, em razão da logística.</p>
<p>Vale a ressalva que o Brasil não consegue suprir totalmente o volume de soja dos EUA para a China e por isso algumas tradings globais que atuam no Brasil devem trocar a origem de seus embarques de soja com destino Europa. Farão uma troca de posição de portos do Brasil para portos dos EUA.</p>
<p>Essa estratégia não aumenta o número de venda da soja do Brasil, afinal a soja a ser embarcada para a Europa por aqui seria a mesma a ser embarcada para a China, mas com certeza as trocas de origem aumentariam a participação do Brasil no mercado asiático.</p>
<p>Enquanto no Brasil o prêmio subiu em 2 dias quase 90 centavos, portos do golfo registram alta de 15 a 20 centavos.</p>
<p>Já os negócios reportados hoje deram uma desacelerada. Foram reportados negócios a US$ 1,75 e 1,65 para embarque maio. Para embarque Junho /Julho saiu US$ 1,40 a 1,45 e na parte da tarde o mercado ficou mais calmo. No geral, após o exagero do nervosismo de ontem e com a cobertura de algumas tradings, os prêmios desaceleraram entre 25 a 30 centavos.</p>
<p>Agora ninguém em sã consciência pode afirmar que a Guerra Comercial alcançou o clímax. Nesse momento a estratégia pode ser: Quem berrar mais pode levar vantagem em um possível acordo comercial. Lembrando que as tarifas anunciadas pelos 2 países não devem entrar em prática num curto prazo, o que abre espaço para conversações diplomáticas entre os países.</p>
<p>Se por um lado o clima tenso pode ser aliviado num acordo diplomático, por outro pode intensificar e a China ter que considerar recorrer aos seus estoques físicos que afirma ter. Geralmente os leilões não são bem sucedidos em razão da qualidade do grão e da logística ofertada.</p>
<p>Ainda para uma nova rodada dessa guerra comercial, a China tem em mãos uma vantagem, Tem um grande volume de soja comprada e não embarcada de origem americana que poderia ser parcialmente cancelada e com isso forçaria os EUA a negociar termos melhores. Afinal a guerra envolve bilhões de dólares de prejuízos e os chineses precisam estar bem ajustados para garantirem toda a oferta que conseguirem de grão.</p>
<p>Enquanto isso a origem brasileira continuaria sendo vantajosa, mas até quando? Essa é a pergunta que vale milhões e milhões aos produtores brasileiros e aos especuladores na Bolsa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1118 alignleft" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
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		<title>Mais um USDA pela frente!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 11:42:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos &#8211; USDA em poucos dias. Vamos para o terceiro levantamento do ano na quinta-feira, 08. A grande expectativa de todo o mercado é justamente sobre o tamanho do corte da produção de soja da Argentina. Segundo a maioria dos analistas, o órgão, após revisões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um relatório mensal do <strong>Departamento de Agricultura dos Estados Unidos</strong> &#8211; USDA em poucos dias. Vamos para o terceiro levantamento do ano na quinta-feira, 08.</p>
<p>A grande expectativa de todo o mercado é justamente sobre o tamanho do corte da produção de soja da Argentina. Segundo a maioria dos analistas, o órgão, após revisões mais suaves, em meses anteriores, tem tudo prá ajustar a oferta da Argentina com uma mão mais pesada. A expectativa geral para o reporte do USDA é de uma safra sub 50 milhões de Tons.</p>
<p>Em dezembro a safra estava estimada pelo órgão em 57 e janeiro baixou pra 56 e em fevereiro foi prá 54 milhões de toneladas.</p>
<p>Dos atuais 54 do USDA para estimativas atualizadas na semana passada pela <strong>Bolsa de Cereales</strong> de Buenos Aires são 10 milhões de toneladas de diferença.</p>
<p>Se para a safra dos nossos vizinhos sul-americanos a expectativa é de uma <strong>forte redução , </strong>para a do Brasil é esperado aumento entre 1 a 1.5 milhão de toneladas. Em dezembro a safra brasileira estava estimada em 108 e em 2 reportes foi corrigida para 112 milhões de tons. A expectativa geral para o USDA sobre a safra brasileira entre 113  a 113.5 milhões de toneladas é conservadora. A maioria das casas falava em 115 a 116 e já há casas projetando números muito mais altos.  A <strong>Labhoro Consultoria</strong> há 2 semanas corrigiu a safra para 117 e a <strong>Agroconsult</strong> para 117.5 milhões de toneladas.</p>
<p>Para a safra dos <strong>Estados Unidos</strong> não há expectativas de grandes ajustes. A safra colhida, projeção de exportação, esmagamento e estoques não devem sofrer grandes correções.</p>
<p>A partir de agora e a cada dia, o mercado acompanhará com maior atenção os fundamentos da nova safra dos Estados Unidos, mas o quadro completo de <strong>Oferta e Demanda</strong> da próxima safra somente será reportado no <strong>Supply Demand</strong> de maio.  Já a área oficial de Plantio, será anunciada pelo USDA no próximo dia 29 &#8211; <strong>Prospective Plantings.</strong></p>
<p>Nos próximos dias, as máquinas começarão a semear áreas ao <strong>sul do cinturão e Delta</strong> e gradativamente os olhos do mercado tendem a monitorar os fundamentos do hemisfério norte, mas não sem antes processar totalmente o efeito Seca da Argentina, o que pode levar ainda algumas semanas.</p>
<p>As chuvas na Argentina continuam frustrando as expectativas e a cada dia as casas de meteorologia empurram as previsões de chuva mais adiante. Nos últimos dias, a <strong>província de Buenos Aires</strong> praticamente não recebeu chuvas e as temperaturas máximas bateram na casa de 35 a 37 graus nas três principais províncias produtores.</p>
<p>Aqui vale o destaque que a <strong>Argentina concentra quase 40% da sua safra de soja plantada entre a segunda quinzena de dezembro e a primeira quinzena de janeiro.</strong> Portanto chuvas futuras mesmo não revertendo quebras já ocorridas com a soja de primeira, ajudariam nas plantas de segunda. Agora caso essas chuvas que estão previstas para o final da próxima semana não aconteçam, as perdas intensificam. E são essas chuvas previstas para o final da semana que seguraram o ânimo dos compradores em Chicago ontem e hoje.</p>
<p>Outro fundamento que estará presente no Radar dos fundos é a decisão do <strong>Presidente Donald Trump</strong> em taxar a importação de alumínio e aço para motivar a indústria local. Essa situação polêmica rendeu inclusive um pedido de demissão do Assessor econômico de Trump, por não concordar com essa decisão.</p>
<p>Essa barreira tarifária, se aprovada, pode gerar retaliações por parte da China, maior produtor mundial e que seria altamente prejudicado. O medo em Chicago é a taxação passar e a China imediatamente anunciar sanções e cancelar embarques de commodities agrícolas, leia-se soja!</p>
<p><strong>Se isso acontecer, os preços da Bolsa em Chicago sofrem impacto negativo, mas paralelamente os prêmios de exportação para os portos brasileiros valorizariam, pois China realocaria a origem Estados Unidos pelo Brasil. Com a atual seca na Argentina, apenas o Brasil teria condições de atender o fluxo de embarques nessa safra.</strong></p>
<p>Essa “taxação” me parece  barulho para testar o mercado, mas o Tema está causando tanto que até a comunidade européia preparou uma pacote de barreiras para uma cesta de produtos de origem genuinamente norte americana, caso os EUA sigam adiante.</p>
<p>Com a baixa de seu assessor econômico e com as ameaças diretas de retaliações é provável que Trump baixe o tom e faça sair de cena esse assunto. Muito provavelmente ele fará isso jogando na mídia outro assunto polêmico. talvez Coréia, talvez Muro do México,<strong> vai saber, né o que se passa na cabeça de Trump?</strong></p>
<p>Caso o assunto &#8221; morra&#8221;, os fundos de investimentos ficam menos expostos e mais confiantes para processar fundamentos de clima, oferta e demanda.</p>
<p><a href="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2018/03/andrea-cordeiro-rosa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1610 alignleft" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2018/03/andrea-cordeiro-rosa.jpg" alt="" width="235" height="43" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/03/andrea-cordeiro-rosa.jpg 235w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/03/andrea-cordeiro-rosa-232x43.jpg 232w" sizes="(max-width: 235px) 100vw, 235px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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