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	<title>Arquivos parana - Missão Mulheres do Agro</title>
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	<description>por Andrea Cordeiro</description>
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		<title>Navio Gigante no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 13:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Você sabia?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já viu um navio graneleiro sólido com capacidade para carregar mais de 100 mil toneladas? Eu mesma nunca vi. O maior navio que eu presenciei foi o &#8220;Jubilant Devotion&#8221; que atracou no porto de Paranaguá em 2018 para carregar 87 mil toneladas de soja. Se na época esse navio foi considerado o “Titanic” da soja, eu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Você já viu um navio graneleiro sólido com capacidade para carregar mais de 100 mil toneladas?</h2>
<p>Eu mesma nunca vi.<br />
O maior navio que eu presenciei foi o &#8220;Jubilant Devotion&#8221; que atracou no porto de Paranaguá em 2018 para carregar 87 mil toneladas de soja.<br />
Se na época esse navio foi considerado o “Titanic” da soja, eu me questiono como então será chamado o navio “Pacific South” que atracou dia 08 de junho no mesmo porto para embarcar 103 mil toneladas de farelo de soja?<br />
Como curiosidade, o navio foi afretado pela Cargill e a carga de farelo tem como destino o porto de Amsterdam.<br />
Tal operação representa um importante desafio ao porto. Segundo dados divulgados pela APPA &#8211; Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, a carga representa o volume carregado em 3.400 caminhões e supera em 13 mil toneladas, o recorde anterior que havia sido registrado em 2019 quando o graneleiro chinês Lan Hua Hai, carregou 90 mil toneladas de farelo de soja.</p>
<p>Por Andrea Cordeiro</p>
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<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-7763" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2020/06/STELLA_GRACE.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/STELLA_GRACE.jpg 800w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/STELLA_GRACE-300x225.jpg 300w, https://mulheresdoagrobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/STELLA_GRACE-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
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		<title>Consequências da Paralisação dos Caminhoneiros no Agro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Andrea Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 22:30:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vitrine do Agro]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guerra Comercial EUA &#38; China abalam Mercados globais. E com isso as nações perdem! Mesmo que nesse momento o impasse influencie em alta de prêmios para a soja brasileira, as cotações em Chicago caem num outro ritmo, numa outra proporção! Pensando no longo prazo e no cenário de continuidade do impasse entre Estados Unidos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guerra Comercial EUA &amp; China abalam Mercados globais</strong>. E com isso as nações perdem!</p>
<p>Mesmo que nesse momento o impasse influencie em alta de prêmios para a soja brasileira, as cotações em Chicago caem num outro ritmo, numa outra proporção!</p>
<p>Pensando no longo prazo e no cenário de continuidade do impasse entre Estados Unidos e China, teríamos que competir com nossos colegas Argentinos e Uruguaios. Esse ano a Argentina não se beneficia da alta dos prêmios por ter registrado uma quebra expressiva de safra.</p>
<p>Mas não duvide nas vendas da soja 2019 a Argentina disputará a demanda chinesa lado a lado com o Brasil.</p>
<p><strong>Agora voltemos ao curto prazo&#8230;</strong></p>
<p>Se a alta dos prêmios não aconteceu numa proporção equilibrada com o recuo dos preços da soja em Chicago, agora adicione aí, o <strong>aumento brusco dos fretes no Brasil</strong>,  fruto da <strong>paralisação dos caminhoneiros</strong>.</p>
<p>Pois é, aquele movimento de 11 dias, mesmo oficialmente encerrado, se faz presente até hoje, embora de outra forma. <strong>É fato que o Agro continua vivendo dias de paralisação</strong>.</p>
<p>O retrocesso no sistema de formação de preços de Frete, autorizado pelo governo, antes balizado pelo processo de oferta e demanda. Desde a mudança mostrou-se ineficaz.</p>
<p>De lá pra cá 2 tabelas foram instituídas inclusive com a segunda imediatamente revogada gerando ainda mais dúvidas sobre qual frete aplicar nos novos carregamentos. Com isso muitas tradings se retiraram de mercado e estão com compras físicas paralisadas, poucas indicando preços e unicamente na modalidade CIF, quando o produto deve ser transportado pelo vendedor até a casa do Comprador (Indústria ou Porto). Com essa estratégia, o risco do frete sai de suas mãos para as mãos das origens (produtores, cerealistas, cooperativas). Essas mesmas empresas (tradings/indústria)  inclusive registram em seus balanços altos prejuízos.</p>
<p>Olha só! Logo no início do impasse entre Estados Unidos e China, elas visualizaram aquele estresse entre os 2 países, como o momento oportuno para originarem soja no Brasil para suprir parte a demanda que a China precisa.</p>
<p>Naquele momento, alguns fatores contribuíram para os negócios feitos.</p>
<ol>
<li><strong>Subida dos prêmios;</strong></li>
<li>Preços em Chicago ainda acima dos <strong>US$ 10,00/bushel</strong> (Em 30/04 Soja Julho em CME fechou a $10,48. Em 10/05 a $10,2125 e em 15/05 $10,1875 e no primeiro dia da paralisação dos caminhoneiros em 21.05 a $10,2525;</li>
<li><strong>Interesse de venda do produtor que precisava gerar caixa para pagar compromissos</strong>.</li>
<li>Comercialização de Soja inferior à média normal</li>
</ol>
<p>Nessa janela, as tradings compraram forte volume de soja para retirar em Junho e Julho e até em Agosto. Em muitos casos, pagaram antecipadamente e em outros assumiram pagamento com data final de maio, final de junho e julho. E na formação de preços dessas compras, o frete aplicado foi o praticado na época.</p>
<p>Não bastassem a paralisação daquela época e os prejuízos imediatos gerados, as diversas cadeias do Agro brasileiro ainda hoje sofre os efeitos da inércia/lentidão do governo ao gerir o impasse.</p>
<p>Além da diferença de frete que está sendo absorvida pelas tradings e indústrias para os contratos antigos e não embarcados, o setor hoje está engessado. Para novos negócios o custo do frete atual está sendo aplicado e repassado à origem.</p>
<p>Embora não tenhamos caminhões parados e desabastecimento nos supermercados e lojas, uma grande parte do país esta parada. Afinal com esse custo, o Produtor também não vende e por sua vez o comprador não origina.</p>
<p><strong>A economia brasileira padece e apodrece.  O peso do desempenho do Agro na economia brasileira é determinante para o ritmo de outros setores e segmentos. E para trazer e distribuir riqueza, o Agro precisa girar, girar, girar, o que não está acontecendo. </strong></p>
<p>Esse movimento é invisível aos olhos de muitos entre nós, em especial para os brasileiros que não estão no agro e talvez até o momento atual com o evento da Copa do Mundo exista uma falsa impressão de economia melhor. E com a Copa nas mídias a percepção é que o Governo trabalha menos pressionado para essas questões importantes como o Impasse da Tabela de Fretes. ( Aqui poderia também afirmar que outros assuntos importantes para o Brasil, infelizmente também passam desapercebidos&#8230;)</p>
<p><strong>Quer ver como o cenário ainda pode piorar se o assunto não for resolvido rapidamente?</strong><strong> </strong></p>
<ol>
<li>O momento atual do Agro brasileiro é de proximidade com a colheita de Milho Safrinha e mesmo com quebra em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, o cereal precisa ser transportado. Mesmo com muito milho negociado, especialmente no Mato Grosso (aproximadamente 70% as safrinha) o produtor precisa fazer caixa. E como muitas compradoras de milho e estão abastecidas e não vão às compras, as ofertas que chegam ao mercado não encontram demanda. Até quando não sabemos.<br />
E nessa corrente de mais prejuízos vale relembrar que as compra de milho safrinha feitas lá atrás, consideravam o frete projetado na época da compra.<br />
E no caso de compras novas, não há dúvidas que o frete atual será aplicado. E daí entramos já em outro debate. Produtor venderá? Se não vender, terá espaço para armazenar? As indústrias estão abastecidas?</li>
<li>Outro ponto importante e grave que decorrente do Movimento dos Caminhoneiros é o atraso de embarques de grãos, com atrasos e fila crescente de navios. Mas como tudo que está ruim, pode piorar, há uma fila crescente também de navios que precisam desembarcar  fertilizantes. E a cadência dos caminhões aos portos brasileiros e os novos valores do frete de retorno valores  representam em atrasos de descarga.</li>
</ol>
<p><strong>E Mais uma vez o Agro perde</strong>!</p>
<p>As companhias de fertilizantes que realizaram vendas antes da paralisação dos motoristas, posto fazenda/posto interior, absorvem o aumento do frete de retorno. E nesse momento não há o que ser feito. Haverá atrasos de entrega e terão que administrar o fluxo de entrega absorvendo o prejuízo. Da mesma forma que absorverão os prejuízos os produtores, revendas e cooperativas que compraram antecipadamente o fertilizante para retirar o produto no porto, contando com um frete de retorno barato. E para os que ainda não compraram o fertilizante, apostando num recuo do dólar, más notícias. Terão em sua conta esse custo extra e ainda correm o risco do dólar continuar subindo.</p>
<p><strong>Não tenho dúvidas que desdobramentos da paralisação serão materializados adiante. O país que já padece da desvalorização cambial junto com demais países emergentes (reflexo da gestão Trump de fortalecer a economia dos EUA), chegará lá adiante mostrando os sinais de fraqueza.  </strong></p>
<p>Se nada mudar teremos pela frente: prejuízos, quebras, aumento do nível de risco em empresas do Agro e num efeito cascata de outros setores, inflação na mesa do brasileiros, queda de vendas, aumentos de juros, recessão, desemprego, desempenho fraco da Balança Comercial, dificuldades financeiras e mais volatilidade cambial.</p>
<p>Mas também se nada mudar, se o governo nada fizer, quem sabe não seria o momento adequado para o Nosso Agro achar a solução ?</p>
<p><strong>Afinal nosso Agro é forte e dita tendências</strong>.</p>
<p>E quem sabe seja a hora da origem brasileira regionalmente fortalecer um sistema cooperativo de transporte ? Na ponta oposta, os grandes compradores &#8211; nacionais ou multinacionais, criarem um braço de frete em suas empresas e passar a depender mesmos de fatores externos?</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-1118 alignleft" src="http://missaomulheresdoagro.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ass-andrea-cordeiro.jpg" alt="" width="230" height="41" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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